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Polícia

Suspeito de fraude com carro de R$ 200 mil é preso em Natal

Ele é suspeito dos crimes de estelionato, falsidade ideológica e uso de documento falso
Redação
30/04/2026 | 18:29

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, na tarde desta quinta-feira 30, um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão contra um homem de 28 anos, suspeito dos crimes de estelionato, falsidade ideológica e uso de documento falso. A ação ocorreu no bairro de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal.

Segundo as investigações, o caso teve início no começo deste ano, quando o suspeito compareceu a uma delegacia e registrou um boletim de ocorrência contra uma concessionária de veículos de luxo da capital, alegando ser vítima. Ele afirmou ter adquirido um carro no valor de R$ 200 mil e disse que a empresa teria se recusado a realizar a entrega.

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Suspeito de fraude com carro de R$ 200 mil é preso em Natal - Foto: Reprodução/Polícia Civil

Com base nessa versão, o homem ingressou com ação judicial e apresentou documentos falsificados que indicariam o pagamento integral do automóvel. A conduta levou o Juízo a erro e resultou na determinação para entrega do veículo.

No decorrer da investigação, a Polícia Civil constatou que os comprovantes apresentados eram falsos e que a suposta compra se tratava de uma fraude contra a concessionária. Os mesmos documentos também foram utilizados perante a polícia para sustentar a versão apresentada inicialmente.

Ainda de acordo com a apuração, o suspeito possui antecedentes por crimes da mesma natureza, incluindo estelionato e uso de documentos falsos, além de registros anteriores de ocorrências semelhantes.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos relacionados à fraude e um carimbo médico. Segundo a investigação, o objeto era utilizado pelo homem, que se passava por médico especialista em cirurgia geral, para falsificar atestados e receituários de medicamentos de uso controlado.

O suspeito foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis crimes de falsificação e apurar eventual participação de profissionais da área da saúde. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.