O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta sexta-feira 5 que só aceitará a anistia ampla e irrestrita para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja incluído no projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional.
Em publicação no X (ex-Twitter), Eduardo acusou integrantes do PL de tentarem excluir Bolsonaro da anistia com o objetivo de “chantageá-lo” futuramente e disse que, sem a inclusão do ex-presidente, o projeto não terá apoio da direita nem efeito sobre sanções internacionais. O parlamentar está atualmente nos Estados Unidos, onde articula punições do governo Trump a autoridades brasileiras.

“Eu sei que vocês querem tirar meu pai da anistia para poder chantagear ele e força-lo a escolher o candidato que vocês querem emplacar. Qualquer anistia que não seja ampla e irrestrita não será aceita. Já irei conversar com a base parlamentar do PL sobre isso”, escreveu.
Continuou: A anistia será ampla e irrestrita ou não contará com o apoio da direita e não terá efeito de diminuir as sanções internacionais. Esses planinhos escusos de vocês não irão prosperar. Vocês estão brincando com coisa séria e vão acabar sendo vistos como colaboradores dos violadores de direitos humanos.
O tema voltou a ganhar força após o início do julgamento de Bolsonaro nesta semana. Políticos de direita, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), têm se mobilizado para tentar aprovar a proposta.
Apesar disso, a tramitação da anistia ainda é incerta. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), afirmou que não há definição sobre o futuro da proposta na Casa, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) ainda não sinalizou um acordo, embora esteja buscando um texto alternativo para a votação.