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Levantamento

iFood lança pacote com bônus, reajustes e outros benefícios para os entregadores

Plataforma movimenta 0,6% do PIB do Estado, segundo diretor; entregadores ativos terão acesso a programa de premiação, rota de retorno e antecipação de repasse
Agora RN
24/07/2025 | 04:07

Os números mostram a grandiosidade do iFood. Em 2023 (último dado disponível), a plataforma movimentou R$ 729 milhões no Rio Grande do Norte. Neste ano, considerando os seis primeiros meses, já são mais de 5,4 milhões de pedidos processados. Esses e outros dados foram apresentados nesta quarta-feira 23 pelo diretor de Impacto Social da empresa, Johnny Borges, em visita ao AGORA RN. Além dos números, o diretor anunciou novas medidas para entregadores, que são cerca 400 mil ativos em todo o País, responsáveis por uma média de 120 milhões de pedidos mensais.

Johnny afirmou que o volume de pedidos no RN é expressivo diante da população de cerca de 3,5 milhões de habitantes. “Dá para ver que temos um volume significativo de pedidos. O iFood está presente em boa parte da rotina alimentar da população potiguar”, afirmou. Ele explicou que o valor inclui toda a cadeia envolvida nas entregas, como restaurantes, entregadores, cozinheiros, garçons, produtores e fornecedores.

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Diretor de Impacto Social do iFood, Johnny Borges, em visita ao AGORA RN. Foto: José Aldenir

Um levantamento feito em parceria com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) revelou que os entregadores ativos na plataforma trabalham, em média, entre 9 e 13 horas por semana, principalmente aos fins de semana, quando há maior demanda. Nesse período, os ganhos variam de R$ 17 a R$ 22 por hora líquida trabalhada. O estudo também mostrou que 54% dos entregadores atuam exclusivamente em plataformas digitais, enquanto 43% conciliam as entregas com outras atividades profissionais.

Johnny explicou que o valor mínimo por entrega foi reajustado em 2025. Para quem usa bicicleta, subiu de R$ 6,50 para R$ 7, enquanto para entregadores de moto ou carro passou a ser de R$ 7,50. Além disso, todos recebem um adicional de R$ 1,50 por quilômetro rodado, valor que varia de acordo com o tipo de rota escolhida.

“A escolha das rotas e o tipo de entrega — mais curta ou mais longa — depende do próprio entregador, que tem autonomia para aceitar ou recusar os pedidos conforme seu perfil de atuação. Tem entregador que prefere rotas curtas para acumular ganhos mais rápidos e vai fazendo efeito: R$ 7,50, R$ 7,50, R$ 7,50. Tem entregador que prefere uma rota média ou longa, na qual ele pega um pedido de R$ 13 a R$ 14. Isso varia muito do perfil do entregador”, explicou.

Para entregadores de bicicleta, as rotas são limitadas a, no máximo, quatro quilômetros, com raras exceções. “Isso evita desgaste físico maior para o entregador e garante que o cliente não espere muito tempo. Pode haver algumas exceções, porque às vezes só tem aquele entregador disponível para atender o pedido. Às vezes é 4,2 km. Eu lanço esse pedido para ele, e ele decide se aceita ou não”.

O diretor de Impacto Social detalhou que, além da atualização dos valores pagos, o iFood anunciou o lançamento de três novas medidas voltadas ao bem-estar dos entregadores que estão em fase de teste ou implementação. A primeira é a rota de retorno, na qual o entregador pode indicar a direção em que deseja seguir, e a plataforma irá encaminhar pedidos nessa rota.

A segunda é o programa de antecipação de repasse, que permitirá a entrega do pagamento antes da quarta-feira, mediante solicitação do próprio trabalhador. A terceira novidade é o programa Super Entregador, que oferece vantagens para os parceiros mais ativos, com bônus, descontos e até R$ 3 mil por ano em premiações.

“Ele pode ganhar até R$ 3 mil por ano. A gente nem chama isso de salário, é uma premiação. Além disso, participa de sorteios exclusivos. É algo voltado diretamente para esse grupo mais ativo da base”, explicou Johnny Borges. A expectativa é de que até o fim do ano o programa esteja disponível em todo o Brasil.

A empresa também lançou o iFood Chega Junto, um fundo de R$ 10 milhões destinado a projetos sociais criados por entregadores e organizações parceiras. Os projetos podem abordar áreas como saúde, educação e alimentação. Segundo Johnny, as inscrições estão abertas em todo o país, segundo o diretor.

Além das iniciativas econômicas e sociais, o iFood mantém o programa Visão Zero, voltado à segurança viária. Ele inclui ações de prevenção a acidentes e seguro para entregadores, em caso de morte durante a entrega ou até uma hora após a última corrida. “A gente tem um grupo de assistentes sociais que acompanha a família para garantir acolhimento. É o maior seguro disponível hoje para entregadores no país”.

A plataforma, que além de restaurantes também atua com entregas de farmácia, mercado, shopping e pet shops, tem se consolidado como parte da economia urbana. No RN, os pratos mais pedidos são lanches, comida brasileira e pizza. Segundo Johnny, o impacto da empresa na economia local envolve desde entregadores até garçons, produtores e donos de estabelecimentos.

Johnny Borges afirmou que hoje 90% dos entregadores são homens, enquanto 10% são mulheres e pessoas trans. “A gente não olha gênero, cor, etnia. Olha a pessoa. O importante é ter mais de 18 anos. As mulheres conseguem adaptar melhor suas rotinas com a plataforma. Ela pode levar o filho à creche, buscar, ir ao médico. Isso é autonomia”, frisou.

Para ele, a meta do iFood é continuar promovendo um ecossistema mais justo e acessível para todos: entregadores, clientes e lojas. “Quanto mais estivermos perto do entregador e da loja, melhor será o serviço para o cliente — e mais barato”.

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