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Política

“Forças políticas tentam inviabilizar Fátima Bezerra de olho em 2026”

Francisco do PT aponta tentativa da oposição de criar cenário de “quanto pior, melhor” para favorecer disputa eleitoral futura
Redação
19/12/2024 | 05:03

A recente votação que aprovou o retorno da alíquota do ICMS para 20% na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte não só expôs divisões políticas, mas também antecipou cenários para as eleições de 2026. Durante a tramitação do projeto, Francisco do PT, líder do governo na Casa, apontou que o debate foi contaminado por interesses eleitorais.

“Eu quero aqui afirmar que eu entendo que alguns colegas deputados e deputadas têm as suas posições por convicção. Mas ninguém é ingênuo, há forças políticas operando pelo ‘quanto pior, melhor’, pensando em inviabilizar o atual governo para que em 2026 possa ocupar essa função de governo ou de governador”, disse.

A votação, vencida pelo governo com 12 votos favoráveis a 10 contrários, dividiu deputados alinhados à governadora Fátima Bezerra (PT) e parlamentares próximos ao senador Rogério Marinho (PL), principal liderança da oposição.

Apesar do placar apertado, o líder governista frisou que a aprovação reforça a capacidade de articulação do governo. “Ao longo desses quase seis anos, praticamente todas as matérias que o governo da professora Fátima julgou como relevantes para o RN foram aprovadas, mesmo que muitas vezes no aperto”.

Francisco também refutou as críticas da oposição, que acusaram o governo de onerar a população com mais impostos. Ele lembrou que medidas semelhantes foram adotadas por governos anteriores, inclusive com o apoio de alguns dos deputados que agora se posicionaram contra.

“Em 2015, quando o ICMS aumentou, o IPVA aumentou, o ITCMD aumentou, qual era o argumento? Precisa aumentar esses tributos para não atrasar a folha de salários. E mesmo assim o salário atrasou no RN. Hoje o argumento é outro. Não estamos recompondo o ICMS para evitar atraso, mas para garantir recomposição salarial e estabilidade financeira”, afirmou.

Quem votou a favor antes não pode julgar agora, diz Francisco do PT

Francisco do PT não poupou críticas aos deputados da oposição que se posicionaram contra o aumento da alíquota do ICMS. E destacou que alguns dos parlamentares que agora criticam a medida já foram favoráveis a aumentos semelhantes no passado.

“Eu só não acho que é correto querer condenar quem votou a favor do ICMS hoje, porque alguns que votaram a favor no passado, na minha opinião, não têm o direito de julgar quem está votando a favor hoje. É um direito mudar de opinião, é da democracia. Acho que isso é, inclusive, saudável para a democracia”, disse.

O deputado destacou as diferenças de contexto entre os aumentos realizados em 2015 e agora. “Naquela época, usaram os mesmos argumentos que hoje o Estado utiliza. Mas é importante lembrar que, mesmo com os aumentos, os salários atrasaram. Já no governo Fátima, os salários estão em dia, com calendário de pagamento e compromisso com os servidores”, afirmou.

Com a aprovação do projeto, a alíquota do ICMS subirá para 20% a partir de abril de 2025, reforçando o caixa do Estado e ajudando a financiar a recomposição salarial de servidores, uma das principais demandas das categorias. Francisco encerrou reafirmando que a medida é essencial para garantir o equilíbrio fiscal. “Não tinha como não fazer. Ou era agora, ou governos futuros teriam que fazer”.

Francisco do PT defendeu a aprovação do reajuste da alíquota do ICMS / Foto: José Aldenir - Agora RN
Francisco do PT defendeu a aprovação do reajuste da alíquota do ICMS / Foto: José Aldenir - Agora RN

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