“O desalento que assaltou a mim e Abigail foi aquele do rei Davi, diante do corpo do filho Absalão, ao exclamar: ‘Ó meu filho Absalão! Eu preferiria ter morrido no seu lugar’.”
O final de semana relembra 15 de março de 1962, quando o presidente John Kennedy fez discurso em defesa dos direitos dos consumidores, que envolvem a informação e a segurança. Na história política natalense, o vereador Ney Lopes Jr, já falecido, é recordado pelo seu empenho em preservar esses direitos.
Além de presidir a Comissão em defesa do Consumidor e várias Comissões Técnicas, exerceu os mandatos de prefeito de Natal e presidente da Câmara legislativa natalense, por ordem judicial. Se vivo fosse, completaria 50 anos, no dia 25 de março. A Câmara Municipal de Natal homenageou-lhe com a instituição da Comenda do Consumidor, que tem o seu nome, por iniciativa da vereadora Camila Araújo.
Como legislador municipal, Ney Lopes Jr deixou inédito legado de 55 leis, até hoje vigentes. Algumas dessas leis são a seguir enunciadas: N. º 7.072/2020 – Prioridade no atendimento para pessoas diagnosticadas com câncer; Lei Nº 0307/2010 – Escolas públicas e privadas disponibilizarem estacionamentos para embarque e desembarque de alunos; Lei Nº 0351/2011 – Segurança nos caixas eletrônicos 24hs; Lei Nº 0306/2010 – Cria Banco de Talentos; Lei Nº 0279/2009 – Horários diferenciados para circulação dos carros fortes em estabelecimentos comerciais; Lei Nº 6.322/2011 – Cria normas para supermercados e hipermercados.
O vereador Ney Jr recebeu a homenagem póstuma de colocação do seu nome na antiga Avenida Tropical, San Vale, zona sul de Natal (lei 7.278 de 29.12.21). O prédio onde funciona o Procon municipal, passa a ter a mesma denominação. Antes da vida pública, qualificou-se para melhor exercer o mandato. Graduou-se em Direito, Jornalismo e Mestre em Direito Econômico na “American University”, em Washington DC, USA; ex-secretário de Estado no RN (governo Wilma de Faria) e atuação como advogado militante.
Nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, ele estava na sala de aula, a pouco quilômetros do Pentágono, em Washington DC, onde ocorreriam as explosões. Presenciou cenas de constrangimento. Confessou que só sabe o risco da guerra e do terror, quem passou pelo que ele passou. Colegas muçulmanos jogados contra a parede, revisados e isolados. As ruas desertas por mais de uma semana. Com vida política intensa, sofreu muito, antes de falecer. Internou-se em UTI com pneumonias, duas vezes Covid e processos depressivos.
Tinha vontade firme e viveu seguindo o lema de Theodore Roosevelt: “É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfo, mesmo se expondo à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem numa penumbra cinzenta, que não conhece vitória nem derrota”. Que Deus preserve Ney Lopes Júnior, na Paz Celestial!

Ney Lopes – jornalista, advogado e ex-deputado federal