Já batendo a porta de 2024, que será um ano de eleições. Não se trata de pessimismo, mas olhar a realidade política e econômica do RN é constatar, que avanços, debates, inovações são palavras proibidas. Os parlamentares, o governo estadual e municípios não são medidos por ações objetivas, através da criatividade de ações ousadas para a economia e área social. Exceção à regra, apenas alguns empreendedores, que enfrentam dificuldades por não pensarem assim. É hora de olhar pelo retrovisor para identificar acertos, erros cometidos e projetar o futuro.
O que se deseja para 2024 são os “atos” e “gestos” políticos voltados para o pensamento sério, soluções que tenham começo, meio e fim. Jamais, o “toma lá, dá cá”, que garante “o apoio hoje” para ser “retribuído amanhã”. O mais grave é que se faz essa troca de interesses em nome da ética dos partidos, num verdadeiro estupro aos valores morais e sociais.

A eleição de prefeitos e vereadores em Estado pequeno como o nosso, deve preceder cautelas quanto à confiabilidade e experiência para os cargos disputados. Do contrário, o estado corre o risco de tornar-se menor, do que já é. Infelizmente, o cenário de “artimanhas e jogadas” está pintado e quase emoldurado.
Para confirmar o óbvio é suficiente comparar o RN com estados vizinhos. O Ceará investe mais de 5 milhões de euros com equipamentos tecnológicos de última geração para os laboratórios da sua rede de pesquisa científica. A Paraíba atualiza o pensamento de Celso Furtado, de acordo com a Agenda 2030, da ONU, visando estimular inovações voltadas à melhoria do estado.
Participei como presidente do PARLATINO, da “IV Conferência da União Europeia com América Latina e Caribe”, realizada na Áustria com 60 chefes de Estado presentes dos dois continentes. Desfrutei momentos de convivência com as personalidades presentes. Era presidente do Parlamento Europeu o deputado espanhol Joseph Borell, hoje ministro das relações exteriores da União Europeia.
Sempre defendi um tratado comercial do Brasil com os países limítrofes no norte do pais, que seria o MERCONORTE. Nestes países, vivem mais de 100 milhões de consumidores, que seria a porta de acesso para promover mudanças nos padrões de consumo. Falei a ideia a Borell e ele se entusiasmou. Disse que na Europa os países confrontantes formam essas áreas comerciais, imagine mais de cinco países, envolvendo a área amazônica. “Malhei em ferro frio”.
No RN, governo, a classe política e empresarial fizeram ouvido de “mercador”. Lembrei que a ferrovia transnordestina, que integra o Nordeste, prossegue a construção, com a criminosa exclusão do RN. Sugeri mobilização política. Nada ocorreu. A chegada das águas do São Francisco, até agora, uma miragem. Pequeno RN sem sorte. Com a forma geográfica de elefante, a sua imagem agora é do mamífero deitado e sem ação.