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Decisão

Câmara de Natal e Funcern decidem reaplicar prova de concurso após gabarito ter só “letra A” como certa

Banca organizadora do concurso reconheceu responsabilidade pelo erro e vai marcar data para refazer exame
Redação
21/06/2023 | 08:38

A Câmara Municipal de Natal e a Funcern decidiram nesta terça-feira 20 reaplicar a prova do concurso público que teve o gabarito inteiro apenas com a “letra A” como alternativas corretas para as questões. Com isso, candidatos ao cargo de “Assistente Geral – Analista Legislativo” terão de passar novamente pelo exame.

A decisão aconteceu durante reunião na Câmara nesta terça-feira entre procuradores da Casa e representantes da Funcern, que foi a banca organizadora do concurso. O promotor de Justiça João Vicente Leite também participou da conversa.

Câmara de Natal irá debater sobre o maio Amarelo. Foto: CMN.
Provas do concurso da Câmara de Natal foram aplicadas no domingo 18. Foto: CMN

Segundo a Câmara, durante a reunião a Funcern assumiu a responsabilidade pelo fato. “A Funcern assumiu total responsabilidade pelo erro e se comprometeu a adotar as medidas necessárias para solucionar a situação de forma justa e transparente. Em virtude disso, foi decidido que a fundação refará a prova para a carga afetada, garantindo assim a lisura e a imparcialidade do processo seletivo, que será fiscalizado pelo MP”, destacou a Câmara, em nota.

Ainda de acordo com a Câmara, “a reunião transcorreu de forma colaborativa e produtiva, com todos os representantes presentes expressando seu comprometimento com a correção do equívoco e a garantia da integridade do concurso público”.

As provas do concurso da Câmara de Natal foram aplicadas no domingo 18. Ao todo, o concurso oferece 46 vagas para cargos de Técnico Legislativo e Assistente Legislativo. As oportunidades são distribuídas em diferentes especialidades, exigindo os níveis médio e superior, com salários de R$ 1.916,15 a R$ 2.949,80.

A prova para “Assistente Geral – Analista Legislativo” tinha, ao todo, 40 questões de múltipla escolha, sendo 10 de Língua Portuguesa, 10 de Lógica e 20 de Conhecimentos Específicos. Essa última prova foi a que teve apenas letra A como resposta certa. Cada questão tinha quatro alternativas. Esse cargo tem 12 vagas previstas no concurso.

Concurso revoltou candidatos

O fato inusitado revoltou candidatos. Pelas redes sociais, eles criticaram a inovação da Funcern alegando que candidatos que preencheram o gabarito de maneira aleatória podem ter sido favorecidos, em detrimento de candidatos realmente competitivos.

Antes do anúncio da reaplicação da prova, a Funcern soltou uma nota na qual defendeu o trabalho realizado pela banca organizadora. De acordo com a banca, “não houve fraude, conduta ilícita, vazamento de gabarito ou qualquer outro tipo de ação de má fé” durante a organização do concurso.

A Funcern enfatiza que “não há de maneira alguma de se falar em descumprimento do edital ou qualquer outro tipo de ilegalidade, nem como é admissível qualquer comentário que impute à Funcern algum descumprimento de lei”.

“Para satisfação dos candidatos do concurso, que obviamente querem e anseiam por um certame transparente, justo e legal, informamos que não houve nenhum passo dado fora do previsto na legislação vigente. Reforçamos que a Funcern tem atuado há mais de 20 anos em concursos públicos e processos seletivos das mais variadas formas, de modo que temos o orgulho de nunca ter errado dolosamente, de nunca ter tido nenhuma mancha em nossa reputação quanto a atitudes de má fé ou desvios éticos”, reforça a banca.

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Antes do anúncio da reaplicação da prova do concurso, a Funcern soltou uma nota na qual defendeu o trabalho realizado pela banca organizadora. Foto: Reprodução