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Folia

30 anos de Bell Marques no Carnatal; confira entrevista especial com o artista

O artista baiano sempre arrastou multidões, tanto nos blocos quanto na antiga pipoca
Diassis Oliveira
11/12/2021 | 14:25

Um dos artistas mais marcantes do Carnatal, o cantor, compositor, produtor musical e multi-instrumentista baiano, Bell Marques, concedeu uma entrevista exclusiva à revista Cultue e comentou a expectativa para o retorno ao evento após um ano suspenso por causa da pandemia da Covid-19. O veterano de 69 anos também falou sobre o período de quarentena e projetos futuros para a carreira.

A história de sucesso entre Bell e a capital potiguar começou com a criação do Carnatal no ano de 1991, quando foi realizada a primeira edição do que hoje é considerada a maior micareta do Brasil. Na época, o evento era realizado na Praça Cívica no centro da cidade, com apenas três blocos – um deles sendo o Nana Banana, puxado pela banda Chiclete com Banana. No circuito havia apenas 12 camarotes e nenhuma arquibancada. Em 30 anos, o evento foi crescendo e modifi cando a estrutura.

30 anos de Bell Marques no CaRio Grande do Norteatal; confira entrevista especial com o artista - Agora RN
Bell arrasta multidão no Carnatal - Foto: Pedro Vitorino

O artista baiano sempre arrastou multidões, tanto nos blocos quanto na antiga pipoca. E até hoje, Bell Marques continua sendo uma das principais atrações do evento, sendo um dos artistas mais esperados pelos foliões. O sucesso do cantor no Carnatal é tão relevante que o primeiro lote do bloco Vumbora, para a edição de 2021, quando colocado à venda, esgotou em menos de 40 minutos.

Confira o bate-papo com o artista que é a cara do axé:

Revista Cultue – O que você diria sobre sua participação nesses 30 anos de Carnatal?

Bell Marques – Caramba, eu diria que foi mágica! O Carnatal, até pelo período, sempre foi um termômetro do Carnaval de Salvador, não só para mim, desde o Chiclete, mas acredito que para muitos artistas. Natal sempre teve a sorte de ouvir pela primeira vez muitos hits do Carnaval, que os artistas testavam na cidade.

Cultue – Qual o momento mais marcante durante esses 30 anos tocando no Carnatal?

Bell Marques – São muitas histórias para eu escolher apenas uma. Acho que fazer o encontro de trios com Rafa e Pipo é um deles, assim como minha primeira apresentação em carreira solo. Sentir que o Carnatal e o Rio Grande do Norte tinham um carinho por mim, assim como tinham com o Chiclete, me deixou muito feliz. Foi um ano de muitas surpresas e confi rmações.

Cultue – O que você acha do público potiguar?

Bell Marques – O público de Natal é fantástico, sempre muito animado e carinhoso comigo. Construí uma história muito bonita com ele e com a cidade.

Cultue – Como é retornar ao evento depois do período mais duro da pandemia?

Bell Marques – Esses primeiros shows estão sendo uma experiência fora desse mundo. Sentir novamente a presença do público, o carinho dos fãs, é indescritível. Tenho certeza de que o Carnatal, ainda mais com a possibilidade de não acontecer o Carnaval, será mais do que especial.

Cultue- Qual a música do seu repertório que não pode faltar nas suas apresentações?

Bell Marques – São mais de 40 anos de gravações e composições. Escolher só uma seria injusto! rs Mas, posso citar algumas, como “Selva Branca”, “Não Vou Chorar”, “Cara Caramba, Sou Camaleão”… são hits eternos, sem dúvida.

Cultue – Quais os planos de carreira para o futuro?

Bell Marques – Depois dessa pandemia, aprendi que planos a gente faz para o presente. O futuro é muito incerto! Mas, entre os planos para o futuro recente, está a 2ª edição do Vumbora Pro Mar, o transatlântico Bell Marques, que será inaugurado em novembro do ano que vem. Fizemos a primeira edição agora, abrindo a temporada de cruzeiros no Brasil e que experiência!