Os manifestantes contrários ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) saíram da Praça das Flores, na Zona Leste de Natal, em caminhada para a Praia do Meio. O “Grito dos Excluídos” foi organizado por movimentos sociais e conta ainda com a presença de vereadores como Brisa Bracchi (PT), Divaneide Basílio (PT) e Pedro Gorki (PC do B), além da deputada federal Natália Bonavides (PT).
As pessoas se reuniram na Praça das Flores logo no início da manhã desta terça-feira, 7 de setembro. O “Grito dos Excluídos”, que tradicionalmente se reúne neste dia desde 1995, tem expectativa de reunir de 3 a 5 mil pessoas em Natal. Pessoas com camisas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) presenciaram uma pequena “motociata” pró-Bolsonaro que passou perto da Praça das Flores logo no começo da manhã, mas não houve qualquer tipo de insulto.

O ato foi encerrado na Praia do Meio por volta das 11h.
“O Grito dos Excluídos é uma construção muito antiga do movimento social, sua realização no 7 de setembro traz o simbolismo que existem outras vozes a serem ouvidas além da que gritou independência e que ainda são marginalizadas. Esse ano mais do que nunca esse protesto ecoa a voz de quem passa fome pelos altos preços de comida, por quem não tem teto e por quem não aguenta mais os desmandos do governo Bolsonaro”, disse a vereadora de Natal, Brisa Bracchi (PT).
“Hoje é um dia muito importante. São 27 anos que o grito dos excluídos acontece em todo o país. O Rio Grande do Norte demonstrou muita força, ao juntar mais de 50 organizações, ao fortalecer uma ação que inicia pela igreja mas que amplia pensando em justiça social para todo o povo. Então a marca do povo na rua hoje é uma expressão de que esse grito não é isolado, é um grito combinado pela luta e pela vida, é um grito de justiça e dignidade. Então foi e está sendo um ato muito representativo, mas sobretudo uma grande vitória para a classe trabalhadora a gente conseguir se reunir no dia 7 de setembro com uma ação tão simbólica que é o grito dos excluídos para que ninguém mais seja excluído”, afirmou Divaneide Basílio.
As mobilizações, tanto a favor quanto contra a gestão federal, ocorreram em meio à tensão política da crise institucional que o País tem enfrentado nas últimas semanas, marcada principalmente por embates de Bolsonaro com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

