O secretário de Turismo de Natal, Fernando Fernandes, é contrário ao novo toque recolher imposto pelo governo estadual, que atualmente é integral aos domingos e das 20h às 6h nos demais dias da semana. A medida, segundo ele, é prejudicial para o setor de serviços, principalmente para a cadeia de bares e restaurantes da capital potiguar.
“É preciso ter a sensibilidade social, política e econômica. Gerir sobre o que abre e o que fecha, atuar no que menos afeta a sociedade. Não podemos tolher a liberdade de ir e vir do cidadão”, disse Fernando Fernandes, em entrevista para a rádio 94 FM.

De acordo com ele, há um descompasso entre os decretos publicados pelo Governo do Estado e pela Prefeitura do Natal. O toque de recolher se inicia às 20h, segundo a determinação estadual, mas o município permite que os estabelecimentos do setor de alimentação possam fechar às 21h. “Buscamos fazer com que as coisas funcionassem dentro deste momento de pandemia que estamos vivendo, mas sem fechar tudo, sem fazer que a cidade pare”, explica.
Ainda de acordo ele, o município segue firme na manutenção das ações de prevenção e combate ao coronavírus. Fernando Fernandes ressalta que as regras para o distanciamento social, o uso de máscaras e redução da capacidade dos estabelecimentos comercias, como forma de reduzir aglomerações, seguem valendo.
“Fazemos um apelo para que a população também contribua. Caso não precise sair, que fique em casa. Os aposentados e estudantes devem sair o mínimo possível. Podemos fazer com que a economia rode. A gente busca essa ponderação: preservar vidas e manter a economia”, disse.
O secretário de saúde também revelou que a prefeitura municipal estuda um mecanismo de reduzir as perdas econômicas para o setor de alimentação da capital. Uma proposta é a redução no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) pago por estes empreendimentos. A medida foi sugerida pela classe empresarial ao longo das últimas semanas. “A reivindicação foi recebida, mas ainda estamos analisando os impactos disso. O problema é que se beneficiar um setor, outro pode querer também. É uma questão de isonomia”, encerrou.