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Em Extremoz

Vinda de chineses reanima projeto de fábrica de placas fotovoltaicas

Negócio não concluído do governo Robinson Faria pode estar de volta, na esteira do anúncio de novos investimentos por companhias chinesas
Redação
08/08/2019 | 07:43

Começou com a empresa chinesa State Power Investment Corporation (SPIC), que anunciou, no último dia 26 julho, a intenção de investir R$ 2 bilhões no Rio Grande do Norte.

A SPIC atua no setor energético e é dona da hidrelétrica de São Simão, em Minas Gerais, e dois parques eólicos na Paraíba. Os investimentos da companhia no Nordeste devem somar R$ 4 bilhões nos próximos anos.

Vinda de chineses reanima projeto de fábrica de placas fotovoltaicas - Agora RN

Depois, foi a vez da diretoria da China General Nuclear e Power Corporation (CGN) confirmar interesse em ampliar investimentos na produção de energia eólica e solar e em instalar uma fábrica de equipamentos para os dois setores no Rio Grande do Norte.

O endosso partiu do próprio presidente da companhia, Zhang Qi Bo, durante reunião esta semana com a governadora Fátima Bezerra em Natal.

E agora, como fruto dessa última missão, que trouxe 30 empresários chineses para Natal, um negócio não concluído do governo Robinson Faria pode estar de volta, após longa hibernação.

Trata-se da empresa chinesa Chint Eletrics Co., que tinha tratativas avançadas para a construção de uma fábrica de placas fotovoltaicas em Extremoz, na Região Metropolitana de Natal.

A conversa, iniciada ainda em 2017, teria um custo na ocasião de R$ 112 milhões e começaria em fevereiro do ano passado em uma área de 25 hectares na zona rural de Extremoz, com capacidade para empregar 1.300 pessoas, entre funcionários diretos, indiretos e contratados. Mas, sem qualquer explicação, as negociações cessaram.

“Esta semana, um representante da Chint Eletrics Co esteve entre os 30 representantes chineses que se encontraram com a governadora, o que sinaliza a possibilidade de retomarmos as conversas”, disse nesta quarta-feira, 7, o subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Silvio Torquato.

Segundo Silvio, a ideia, a partir da rodada de negócios com os chineses, é provocar novos contatos, entre os quais com os representantes da Chint Eletrics Co.

“Não sabemos exatamente o que houve para que o projeto fosse suspenso, mas não desistimos e vamos nos colocar à disposição para recomeçarmos todo o processo do zero, se for preciso”, garantiu.

A Chint tem plantas na Índia, Alemanha e Estados Unidos e alimentava planos de entrar no mercado sul-americano. A posição geográfica do RN contou na ocasião como uma vantagem logística para os chineses, que miravam acesso mais fácil aos mercados da África e América Central.