Quem tem entre 15 e 19 anos e ainda não tomou a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) ganhou mais tempo: a vacinação contra o HPV para essa faixa etária segue disponível de graça no Sistema Único de Saúde (SUS) até 31 de dezembro de 2026. Com a prorrogação, a rede pública tenta alcançar adolescentes e jovens que perderam a dose na idade indicada ou que não têm registro de imunização. A meta é ampliar a proteção contra as doenças ligadas ao vírus, entre elas diferentes tipos de câncer.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) do RN informou que já enviou lotes do imunizante para todos os municípios. Em Natal, a dose pode ser tomada nos postos de saúde nos dias úteis, de segunda a sexta-feira, das 8 horas ao meio-dia e das 13 às 15 horas, de acordo com a organização de cada posto.

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Shoppings
A capital mantém ainda pontos extras de vacinação em dois shoppings, o Midway Mall e o Partage Norte Shopping. Neles, o horário é mais longo nos dias úteis, das 13 às 20 horas de segunda a sexta-feira, e há atendimento também aos sábados, das 10 às 15 horas. Para saber se a vacina está em dia, basta consultar o aplicativo Meu SUS Digital; quem tiver dúvida sobre a necessidade da dose ou sobre o esquema de vacinação deve procurar uma unidade de saúde.
Rotina
Pelo Calendário Nacional de Vacinação, a aplicação de rotina é indicada para meninos e meninas de 9 a 14 anos. A abertura temporária para a faixa de 15 a 19 anos funciona como uma segunda chance para quem ficou sem o imunizante. Fora dessas idades e da campanha de resgate, a vacina é recomendada, segundo as orientações técnicas, a grupos específicos: transplantados, pacientes oncológicos, pessoas vivendo com HIV, quem usa a profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e quem tem papilomatose respiratória recorrente.
Desde setembro, há mais um grupo prioritário. Uma nota técnica do Ministério da Saúde passou a recomendar a vacina quadrivalente a partir dos 2 anos para crianças vítimas de violência sexual, pelo risco maior de contato com o vírus, como detalhou a reportagem na época.
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Riscos
O HPV figura entre as infecções sexualmente transmissíveis mais frequentes do mundo, com mais de 200 tipos já identificados. Parte deles causa verrugas anogenitais; outros estão relacionados ao surgimento de câncer de colo do útero, de ânus, de pênis, de boca e de garganta. Como a infecção pode não dar sintomas, muitas vezes só é descoberta com acompanhamento médico. Só o câncer de colo do útero soma cerca de 604 mil casos novos e 280 mil mortes por ano no mundo, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) citadas pelo Ministério da Saúde na nota técnica de setembro.
Para a médica Thaís Dias, a vacina é uma das principais formas de evitar as complicações provocadas pelo vírus. “A vacina contra o HPV é uma forma segura e eficaz de prevenir a infecção por tipos do vírus associados a diferentes doenças, incluindo alguns tipos de câncer. Por isso, é importante aproveitar essa oportunidade e verificar se a vacinação está em dia. A prevenção começa com informação e com o cuidado com a própria saúde”, afirmou.
Mitos
A médica também rebate a ideia de que vacinar na adolescência estimula a atividade sexual. “É importante esclarecer que a vacina contra o HPV não estimula nem antecipa o início da vida sexual dos adolescentes. O objetivo é proteger antes de uma possível exposição ao vírus, para que eles estejam imunizados quando iniciarem a vida sexual. Vacinar é uma forma de cuidado e prevenção, e essa conversa precisa acontecer com informação e responsabilidade”, disse Thaís Dias.
A vacina é o principal meio de evitar os tipos de HPV que ela cobre, mas não é a única barreira. O uso de preservativo, interno ou externo, também diminui o risco de transmissão, ainda que não garanta proteção total. Para quem já tem alguma condição ligada ao vírus, o SUS oferece avaliação, diagnóstico, acompanhamento e tratamento, de acordo com o que publicou a edição impressa do Correio de Hoje desta sexta-feira 6.
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