O Ministério da Saúde estima que os casos de dengue podem aumentar de 20% a 40% em 2027. A projeção foi apresentada nesta quarta-feira 4, quando o ministro Alexandre Padilha também manifestou interesse em retomar a aplicação da vacina do Instituto Butantan, suspensa desde junho para investigação de eventos adversos.
A possível retomada da Butantan-DV depende da conclusão das análises de segurança. Padilha não anunciou uma data para a decisão nem confirmou que o imunizante voltará a ser aplicado no próximo ano.

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“Nós acreditamos, trabalhamos para isso, torcemos para isso, para que a gente possa ter essa vacina disponível para utilizar. Pelo menos no ano que vem”, afirmou.
A expectativa de crescimento da dengue está relacionada aos efeitos do El Niño sobre o clima e às condições de circulação do vírus. O ministério, porém, não detalhou os dados utilizados para calcular a estimativa de aumento.
Segundo Padilha, a redução dos casos nos últimos dois anos também pode contribuir para deixar uma parcela maior da população suscetível aos diferentes sorotipos do vírus.
O ministro apontou preocupação com áreas sujeitas a períodos de seca mais intensa, como o semiárido e a Amazônia. A projeção nacional não representa uma estimativa específica para o Rio Grande do Norte.
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A aplicação da vacina do Butantan foi interrompida em 8 de junho, por precaução, após a identificação de 42 pessoas com sinais de alerta depois da vacinação. Entre as ocorrências, três foram classificadas como graves, incluindo duas mortes.
O registro desses episódios após a aplicação não comprova que tenham sido provocados pelo imunizante. A suspensão foi adotada para permitir a investigação das circunstâncias dos casos e de uma eventual relação com a vacina.
A Butantan-DV é aplicada em dose única e integra a estratégia do governo para ampliar a proteção contra a dengue. A avaliação dos eventos adversos envolve o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e especialistas.
A interrupção não atingiu a Qdenga, da farmacêutica Takeda, utilizada no SUS para a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Padilha afirmou que não está em discussão ampliar o público atendido com esse imunizante.
Enquanto aguarda os resultados das análises, o ministério mantém em avaliação a possibilidade de voltar a utilizar a vacina do Butantan. A manifestação do ministro não altera a suspensão vigente.
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