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Rabdomiólise

Jovem de 24 anos morre após passar mal em maratona de Nova York

Rachel Apa desmaiou a cerca de 3 km da linha de chegada; família atribuiu a morte à rabdomiólise, condição que provoca lesões musculares graves
Agora RN
03/11/2026 | 15:09

A corredora norte-americana Rachel Apa, de 24 anos, morreu após passar mal durante a Maratona de Nova York, realizada no domingo 1º, nos Estados Unidos. A jovem desmaiou no Central Park, a aproximadamente 3,2 quilômetros da linha de chegada, quando participava de sua primeira prova de 42 quilômetros. Segundo o pai, Steve Apa, a causa da morte foi rabdomiólise, condição caracterizada pela destruição de fibras musculares, que pode provocar complicações nos rins e em outros órgãos.

Rachel caiu por volta das 13h30, no horário local, enquanto percorria o trecho final da competição. Pessoas que acompanhavam a corrida iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar. Em seguida, equipes médicas da prova utilizaram um desfibrilador e encaminharam a atleta ao Mount Sinai Medical Center, em Manhattan.

Fotografia de Rachel Apa durante uma corrida ou registro oficial da Maratona de Nova York de 2026
Rachel Apa, de 24 anos, morreu após desmaiar durante a Maratona de Nova York, a cerca de 3 km da linha de chegada - Foto: Reprodução

Os profissionais de saúde tentaram reanimá-la por mais de seis horas, mas a morte foi confirmada por volta das 21h40. A organização da maratona, New York Road Runners, divulgou uma nota lamentando a morte da participante e manifestando solidariedade aos familiares e amigos.

A rabdomiólise é uma condição médica provocada pela lesão intensa das células musculares. Quando essas células se rompem, liberam substâncias na corrente sanguínea, incluindo a mioglobina, proteína que pode comprometer o funcionamento dos rins.

Entre as possíveis causas estão exercícios físicos de intensidade elevada, traumas musculares, exposição ao calor excessivo e desidratação. A condição também pode ocorrer por outros fatores, como determinados medicamentos, infecções e alterações metabólicas.

Os sintomas podem incluir dores musculares intensas, fraqueza, inchaço e urina escurecida, que pode apresentar coloração semelhante à de chá ou refrigerante de cola. Nem todos os pacientes apresentam esses sinais simultaneamente.

Em situações graves, a rabdomiólise pode provocar insuficiência renal aguda, alterações na concentração de eletrólitos no sangue e arritmias cardíacas. Essas complicações podem colocar a vida do paciente em risco.

O diagnóstico é realizado por avaliação médica e exames laboratoriais. Um dos principais indicadores é o aumento da creatinofosfoquinase, conhecida como CPK, enzima liberada no sangue quando há lesão muscular.

O tratamento depende da gravidade do quadro e pode incluir administração de líquidos por via intravenosa, acompanhamento da função renal e correção de alterações nos eletrólitos. Nos casos mais graves, quando ocorre comprometimento dos rins, pode ser necessária hemodiálise.

A prevenção da rabdomiólise associada ao exercício físico envolve progressão gradual da intensidade dos treinos, hidratação adequada e períodos de recuperação. Pessoas que apresentam dores musculares desproporcionais ao esforço, fraqueza intensa ou urina escurecida após atividades físicas devem procurar atendimento médico.

Rachel Apa havia praticado hóquei sobre grama durante a universidade e treinava havia meses para participar da Maratona de Nova York. A jovem morava na Pensilvânia, trabalhava como gerente de produtos e havia iniciado um curso de MBA.

A participação na corrida também tinha uma finalidade beneficente. Rachel arrecadava recursos para pesquisas e ações de combate à doença de Parkinson, em homenagem ao avô, que morreu em 2022 em decorrência da enfermidade.

Segundo o pai, a filha mantinha uma rotina ativa e não apresentava problemas de saúde conhecidos pela família. O relato sobre a causa da morte foi divulgado por Steve Apa à imprensa norte-americana.