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Apostas Esportivas

Arena das Dunas suspende contrato de R$ 6 milhões com empresa de apostas

Parceria com a Casa de Apostas previa pagamentos até abril de 2029 e investimentos na iluminação do estádio; futuro do acordo ainda não foi definido
Agora RN
03/11/2026 | 16:22

A Arena das Dunas, em Natal, suspendeu temporariamente o contrato de R$ 6 milhões firmado com a empresa Casa de Apostas para a exploração comercial do nome do estádio. O acordo, que tinha validade prevista até abril de 2029, foi interrompido após a edição da Medida Provisória nº 1.394, de 25 de setembro de 2026, que proibiu a exploração e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A administração do equipamento ainda não definiu se haverá encerramento definitivo da parceria.

Assinado em 5 de abril de 2024, o contrato previa cinco parcelas anuais de R$ 1,2 milhão, o equivalente a aproximadamente R$ 100 mil por mês. Em contrapartida, a empresa poderia associar sua marca ao estádio, que passou a utilizar comercialmente o nome Casa de Apostas Arena das Dunas.

Arena das Dunas
A Arena das Dunas, em Natal, suspendeu temporariamente o contrato de R$ 6 milhões com a empresa Casa de Apostas - Foto: Reprodução/Arena das Dunas

A parceria também contemplava investimentos na infraestrutura do complexo esportivo. Entre as melhorias previstas estava a modernização do sistema de iluminação do campo, com instalação de refletores de LED adequados aos padrões técnicos da Federação Internacional de Futebol, Fifa.

Com a suspensão, o consórcio responsável pela administração da Arena das Dunas deixou em aberto o futuro das obrigações financeiras e dos investimentos previstos. A empresa não informou quanto recebeu desde o início da parceria, quais parcelas permanecem pendentes ou se as melhorias contratadas foram integralmente executadas.

Em nota divulgada à imprensa, a administração da Arena das Dunas afirmou que o contrato “está temporariamente suspenso” enquanto são definidas as providências necessárias para adequar o acordo às novas regras federais.

O consórcio também informou que mantém diálogo com os parceiros comerciais, mas não estabeleceu prazo para uma solução. A administração não concedeu entrevista para detalhar os efeitos financeiros da interrupção.

Ainda não existe definição sobre uma possível rescisão contratual, cobrança de multas ou pagamento de indenizações entre as partes. Essas questões dependem das condições previstas no acordo e dos efeitos jurídicos da mudança na legislação.

Embora o contrato represente uma receita prevista de R$ 1,2 milhão por ano, não é possível calcular o prejuízo efetivo para a administração do estádio sem informações sobre os valores já recebidos e os compromissos financeiros ainda existentes.

A Medida Provisória nº 1.394 proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa em território nacional. A determinação abrange apostas esportivas e jogos virtuais e estabeleceu procedimentos para o encerramento das plataformas e a devolução dos saldos financeiros dos usuários.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, as plataformas autorizadas deveriam encerrar suas operações até 6 de outubro. A mudança atingiu empresas que mantinham contratos de patrocínio com clubes, competições e administradores de estádios. Ministério da Justiça e Segurança Pública

A situação também provocou discussões jurídicas envolvendo representantes do futebol brasileiro e o governo federal. Clubes e empresas do setor passaram a buscar alternativas para os contratos comerciais afetados pela proibição.

Em Salvador, a Arena Fonte Nova, que também possuía um acordo de direitos de nomeação com a Casa de Apostas, anunciou uma nova parceria com a Acelen, empresa do setor energético responsável pela Refinaria de Mataripe. O contrato foi anunciado em outubro, com validade até março de 2028.

No caso da Arena das Dunas, ainda não há anúncio de um novo patrocinador para substituir a Casa de Apostas. A administração aguarda a definição sobre o futuro do contrato firmado em 2024.

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