Os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) disputam espaço para liderar uma candidatura de oposição a Davi Alcolumbre (União-AP) na eleição para a Presidência do Senado. Aliados dos dois parlamentares tentam construir um entendimento que evite a divisão dos votos contrários à reeleição do atual presidente da Casa, que já reúne apoios da federação União Progressista (União Brasil e PP), além de MDB e PSD.
Marinho conta com o respaldo da família Bolsonaro. Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador potiguar foi citado pelo candidato derrotado em carta divulgada dos Estados Unidos, para onde viajou após perder a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política”, escreveu Flávio. O apoio também foi reiterado pelo senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC).
O PL marcou uma reunião para a próxima quarta-feira 4, quando pretende discutir a estratégia da legenda para as eleições das mesas diretoras do Congresso. A expectativa é formalizar a candidatura de Marinho.
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Tereza Cristina, por sua vez, é defendida por integrantes do Centrão que consideram seu perfil mais adequado para conquistar votos fora do campo bolsonarista. Ex-ministra da Agricultura, ela mantém interlocução com diferentes partidos e já manifestou interesse em se tornar a primeira mulher a presidir o Senado.
A dificuldade é que a federação União Brasil-PP anunciou apoio à reeleição de Alcolumbre. Caso mantenha a pretensão, Tereza poderá disputar o cargo sem respaldo oficial do próprio partido.
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A senadora questionou o anúncio antecipado, argumentando que os 54 senadores eleitos e reeleitos ainda precisam participar da definição. Marinho também relativizou o apoio das direções partidárias. “Eu acho que a posição dele não se reflete na bancada”, afirmou.
Como a eleição ocorre por votação secreta, os dois apostam na possibilidade de conquistar votos de parlamentares cujos partidos já declararam apoio a Alcolumbre.
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