O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) admitiu pela primeira vez, nesta quarta-feira 21, a possibilidade de disputar a Prefeitura de Parnamirim em 2028, mas condicionou uma candidatura ao apoio da população e à escolha do partido. A cidade da Grande Natal, que tem 273 mil habitantes, é administrada atualmente pela prefeita Nilda Cruz (SDD).
O parlamentar — que foi reeleito este ano com a maior votação da história na disputa para a Assembleia Legislativa — afirmou que a eleição municipal não é um projeto pessoal e defendeu que a definição seja construída com pesquisas e diálogo entre os integrantes da legenda.

“Se o povo quiser, a gente vai submeter o nosso nome ao partido. Este é um processo que vai acontecer ao longo dos anos. Ainda falta muito”, declarou.
Azevedo procurou conter a antecipação do debate eleitoral e lembrou que acaba de receber um novo mandato na Assembleia Legislativa. “Eu fui eleito para ser deputado estadual”, afirmou. Segundo ele, uma eventual candidatura à prefeitura deve resultar de uma decisão coletiva, considerando a presença do partido no município e a avaliação dos eleitores sobre os nomes disponíveis.
“Vai haver a união do nosso partido e o nosso partido vai escolher alguém para apresentar como candidato”, disse. Ao explicar como pretende participar desse processo, recorreu a uma expressão que associa a atividade política à necessidade de ouvir a população. “Eu digo, de maneira simples, brincando, que o político é escravo do eleitor.”
O parlamentar afirmou que as conversas sobre seu nome começaram nas ruas, durante o contato com moradores, e rejeitou apresentar a prefeitura como uma ambição individual. “Não é o meu projeto ser prefeito de Parnamirim, mas, se houver a vontade do povo de Parnamirim, se houver indicação, vamos fazer pesquisa, eu vou submeter isso ao partido”, declarou.
Na avaliação de Azevedo, a votação obtida pelo PL em Parnamirim nas eleições de 2026 cria condições para que a legenda discuta uma candidatura própria. Ele citou o desempenho dos deputados federais reeleitos General Girão e Sargento Gonçalves e o candidato a deputado estadual Gabriel César, além do seu próprio resultado, como demonstração da força eleitoral do grupo. “Uma votação estupenda, incrível do PL”, afirmou.
Em todo o Estado, Coronel Azevedo obteve 105.403 votos, sendo o mais votado para o cargo. Em Parnamirim, ele foi o segundo mais votado, com 9.026 votos, perdendo apenas para o aliado Gabriel César, que teve 14.467 votos e não foi eleito.
O deputado lembrou que apoiou Salatiel de Souza (PL) na última disputa pela Prefeitura de Parnamirim. Naquele pleito, Salatiel foi derrotado por Nilda Cruz (SDD), que é a atual prefeita. A disputa, porém, foi apertada: a distância entre eles foi de apenas 2.725 votos.
Ao comentar os desafios da cidade, citou reclamações sobre iluminação pública e atendimento de saúde, incluindo relatos de mortes de crianças na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nova Esperança. Não detalhou propostas para essas áreas e voltou a pedir que o debate sobre 2028 não se sobreponha à eleição em andamento. “Vamos nos concentrar nesse momento que nós estamos vivendo, tem muito tempo até 2028”, disse.
Eleições 2026
Para o segundo turno de domingo 25, Azevedo afirmou que sua prioridade é a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Segundo ele, essa também foi a orientação transmitida pelo presidente estadual do partido, senador Rogério Marinho, em reuniões com deputados federais, estaduais e prefeitos.
“O PL não vai dedicar, gastar, concentrar energias na campanha estadual. Vai concentrar no que é mais importante, que é a eleição de Flávio Bolsonaro presidente”, declarou. O deputado disse ter recomendado às lideranças vinculadas ao seu mandato que concentrem esforços na candidatura presidencial.
Na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, porém, afirmou que votará em Allyson Bezerra (União) pela rejeição ao PT, que tem o candidato Cadu de Lula. “Eu não voto no PT por questão mesmo de posicionamento. Eu não vou votar no 13. Mas respeito quem vota”, disse. Na sequência, resumiu sua escolha: “Por exclusão, votar em Allyson”.
Embora tenha relatado ouvir de pessoas de direita avaliações de que Cadu de Lula seria “mais técnico e menos ideológico”, Azevedo afirmou que não entraria nessa discussão. Para ele, qualquer vencedor encontrará dificuldades financeiras no Estado, o que reforça sua aposta na articulação federal. “O nosso foco e a salvação do nosso Estado é eleger Flávio Bolsonaro”, afirmou.