O PL pode chegar a 24 senadores após as eleições de 2026, segundo projeção divulgada pelo Plano Político com base em 425 pesquisas realizadas desde julho. O cálculo indica a possibilidade de o partido eleger 15 nomes e ampliar sua presença no Senado. O Correio de Hoje.
Na próxima eleição, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa. O desempenho projetado colocaria o PL entre as maiores bancadas do Senado e teria impacto na correlação de forças para votações de interesse do governo e da oposição.

A estimativa considera levantamentos estaduais e o cenário observado até o momento da publicação. Projeções eleitorais, entretanto, podem mudar de acordo com alianças, definições de candidaturas e a evolução das campanhas.
O dado não corresponde a resultado oficial nem substitui a apuração eleitoral. A composição efetiva do Senado será definida pelo voto e pela totalização conduzida pela Justiça Eleitoral.
Projeção para o Senado
O cálculo parte dos nove mandatos do PL que seguem na Casa e de 15 candidatos que lideram pesquisas ou aparecem a até três pontos percentuais dos primeiros colocados. No cenário mais favorável, a legenda poderia chegar a 28 senadores. A Federação União Brasil-PP seria a segunda maior força, com projeção de oito eleitos e 13 integrantes, seguida da Federação Brasil da Esperança — PT, PCdoB e PV —, com 11 senadores.
Disputa pela presidência do Senado
A ampliação da bancada é uma prioridade da direita bolsonarista e poderia fortalecer a articulação para eleger o próximo presidente do Senado e pressionar pela análise de cerca de cem pedidos de impeachment de ministros do STF que aguardavam encaminhamento do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Vinícius Justo, fundador da Plano Político e doutor em Ciência Política pela Universidade de Ohio, ressalvou que prever eleições para o Senado é difícil, mas disse que o PL tem ao menos um favorito em boa parte dos estados.
Cenário no Rio Grande do Norte
A metodologia reúne dezenas de milhares de simulações nas 27 unidades da Federação e leva em conta pesquisas quantitativas registradas no TSE, estrutura política local e trajetória eleitoral das candidaturas. No Rio Grande do Norte, a reportagem cita Coronel Hélio (PL) como candidato ao Senado e aponta, na pesquisa Exatus de 25 de setembro, 13,23% na soma dos dois votos, atrás de Styvenson Valentim (51,08%), Zenaide Maia (31,95%), Samanda (16,2%) e Rafael Motta (14,34%). Levantamentos internos do STF citados no texto projetavam bancada favorável ao impeachment em cerca de 40 das 81 cadeiras.