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Senado

Coronel Hélio critica poder de Alcolumbre sobre CPIs e promete mudar o regimento do Senado

Candidato ao Senado diz que a Presidência do Congresso decide sozinha quando ler pedido de comissão, e cita o caso da CPMI do Banco Master
Agora RN
24/09/2026 | 16:00

O candidato ao Senado Coronel Hélio (PL) mirou o poder que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), tem de escolher a hora de ler pedido de criação de comissão parlamentar de inquérito. Em sabatina realizada nesta quarta-feira 23, disse que vai defender mudança no Regimento Interno do Senado caso seja eleito.

A fala veio a propósito da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) do Banco Master. O pedido de criação já reuniu as assinaturas necessárias de deputados e senadores, mas depende de leitura em sessão conjunta do Congresso para sair do papel.

Homem de camisa amarela fala ao microfone em estúdio de rádio, com painel de eleições ao fundo
Coronel Hélio durante a sabatina em que tratou de segurança pública e política nacional — Reprodução

“Quem senta na cadeira do presidente tem tanta autonomia, tem tanto poder, que impede inclusive investigações preciosas que a população cobra”, afirmou Coronel Hélio.

A mudança que ele pretende propor reduz a margem de decisão da Presidência do Congresso sobre requerimento de investigação. O raciocínio é simples: pedido que já cumpriu o requisito de apoio parlamentar deveria andar sem depender de uma decisão política do comandante da Casa.

Alcolumbre tem outra leitura. Em maio, ele afirmou que ler requerimento de instalação de CPMI é atribuição da Presidência do Congresso prevista no Regimento Interno do Senado. Na mesma sessão, parlamentares cobravam a abertura da comissão sobre o Banco Master.

O silêncio sobre Styvenson

Questionado sobre a relação entre o senador Styvenson Valentim e Alcolumbre, Coronel Hélio preferiu não criticar o colega potiguar. Disse não saber o grau de proximidade entre os dois e lembrou que Styvenson apoia pedidos de investigação.

“As relações que ele tem não me competem, porque eu não conheço o grau de relacionamento que ele tem com o presidente Alcolumbre”, declarou.

A proximidade entre os dois já rendeu discussão na política do Estado. Em julho, a pré-candidata petista ao Senado, Samanda Alves, chamou o colega de “submisso” ao comando da Casa, numa crítica à atuação parlamentar dele e ao peso das emendas.

Leia também: Samanda critica bancada do RN e diz que Styvenson é submisso a Alcolumbre

Na sabatina, o candidato manteve as duas coisas separadas. De um lado, a crítica ao poder concentrado na Presidência do Congresso quando o assunto é CPI. De outro, o silêncio sobre qualquer participação de Styvenson na decisão que deixou a comissão do Banco Master fora da pauta.