O senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos-RN) sugeriu que políticos com patrimônio declarado menor do que o dele podem estar gastando dinheiro com crack ou maconha. A declaração foi feita durante entrevista em Caicó, no Seridó, quando respondia a questionamentos sobre seus próprios bens.
Styvenson afirmou estranhar declarações patrimoniais menores de pessoas que, segundo ele, têm rendimentos semelhantes aos seus. “Eu acho estranho é quem ganha igual a mim declarar patrimônio menor”, disse. Em seguida, perguntou: “Está comprando o quê? Pedra de crack? Maconha? O quê? Está viciado?”.

O senador não citou nomes nem apresentou documentos ou informações que ligassem qualquer político ao uso de drogas. A fala foi feita em forma de questionamento, sem identificação dos alvos da comparação.
Ao defender o próprio patrimônio, Styvenson disse que recebe remuneração como senador e capitão da reserva. Ele afirmou que a soma desses rendimentos explica a origem lícita dos bens declarados. “Se você aprender a somar o que eu ganho como capitão e o que eu ganho como senador, e tendo a vida regrada como eu tenho, dá para juntar patrimônio lícito”, declarou.
O parlamentar também disse que divulga em seu site informações sobre recursos enviados a municípios por meio de emendas e sobre a prestação de contas das verbas. Segundo ele, as prefeituras precisam informar a aplicação dos recursos para continuar recebendo indicações de seu gabinete.
Na mesma entrevista, ao defender sua conduta, Styvenson afirmou que não responde a processos, não é indiciado nem investigado. Ao rebater críticas, mencionou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-ministro Fábio Faria. O senador disse que não tomou cachaça com Vorcaro nem participou de uma “festa de suruba” com Faria.
Styvenson não detalhou quais críticas motivaram as referências nem apresentou outros elementos sobre Vorcaro e Faria. O material da entrevista não traz manifestações dos dois sobre as declarações.
O senador chamou de “candidato burro” os que, segundo ele, questionam seu patrimônio ou sua conduta. Styvenson não citou nomes ao usar a expressão.
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