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Comércio exterior

Exportação de café cresce mais de 50% em setembro, enquanto carne bovina cai 30% e espera auditoria da UE

Embarques de petróleo sobem 75,6% na primeira metade do mês; queda do Brent pode aliviar combustíveis e fretes, e China acelera a pressão sobre a indústria
Agora RN
18/09/2026 | 17:13

A exportação de café verde, o grão cru, ainda sem torra, passou de 107,9 mil toneladas nas duas primeiras semanas de setembro, um crescimento de mais de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Os embarques de petróleo subiram 75,6% e chegaram a 5,25 milhões de toneladas, e a soja teve alta de 9,2%. Na outra ponta, as vendas de milho caíram 16,7%, e as de carne bovina, 30,3%.

Parte da queda da carne tem endereço. O Brasil espera uma auditoria da União Europeia para voltar a vender plenamente carne bovina ao bloco. Desde 3 de setembro, os europeus barram carnes e mel brasileiros com base em exigências sobre o uso de antimicrobianos, grupo de remédios que inclui os antibióticos, e sobre a rastreabilidade, a capacidade de acompanhar a origem do produto. Em 2025, as vendas brasileiras de carne bovina e de frango para a UE chegaram a US$ 1,8 bilhão.

Mãos colhem grãos de café vermelhos e verdes em um galho do cafeeiro
Imagem de arquivo: colheita de café na Fazenda Jaçanã, no RN; exportação do grão cresceu mais de 50% na primeira metade de setembro — Arquivo Agora RN

Petróleo em baixa

No mercado internacional, o barril do Brent recuou 3,92% na quinta-feira 17 e fechou em US$ 101,68, o menor preço desde 9 de setembro. A queda veio com a redução dos ataques no Oriente Médio e pode diminuir a pressão sobre os preços dos combustíveis e dos fretes no Brasil. O quadro, porém, continua instável, porque o Irã se recusa a negociar antes que suas exigências sejam atendidas.

Concorrência chinesa

Na China, o presidente Xi Jinping, do Partido Comunista Chinês (PCCh), cobrou uma indústria avançada maior e mais independente, com foco em inteligência artificial e digitalização. A estratégia fortalece a capacidade do país de exportar carros elétricos e tecnologias verdes, o que aumenta a concorrência enfrentada pela indústria brasileira e acirra a disputa global pelo controle de cadeias de produção consideradas estratégicas.