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Mercado imobiliário

Greve na Caixa afeta liberação de crédito imobiliário no Estado

Paralisação dos bancários completa uma semana e impede a conclusão de contratos que dependem da aprovação do banco; setor teme efeitos sobre fluxo financeiro caso movimento se prolongue
Agora RN
17/09/2026 | 22:32

A greve dos bancários da Caixa Econômica Federal começou a afetar o andamento de financiamentos imobiliários no Rio Grande do Norte. Com a paralisação, iniciada na quinta-feira 10 e ainda sem definição, operações que aguardam análise e aprovação do banco não conseguem avançar até a assinatura dos contratos. Incorporadoras, imobiliárias e corretores acompanham o movimento diante do risco de atrasos nos recebimentos previstos.

Após uma semana de paralisação, a avaliação do mercado imobiliário é de que os efeitos ainda são limitados, mas podem aumentar caso o movimento se estenda. A preocupação envolve principalmente os negócios que dependem do crédito habitacional da Caixa, incluindo financiamentos de imóveis enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida e operações de outros segmentos do mercado. A paralisação não suspende automaticamente os prazos estabelecidos nos contratos de compra e venda, mas reduz o ritmo de conclusão das operações.

Fachada de agência da Caixa Econômica Federal
Paralisação na Caixa começou no dia 10 e ainda segue sem definição — José Aldenir/Agora RN

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Mesmo durante a greve, corretores, imobiliárias e incorporadoras continuam atendendo os interessados. Os clientes podem visitar empreendimentos, escolher imóveis, formalizar reservas e reunir a documentação necessária para encaminhamento aos correspondentes bancários. O principal entrave ocorre na etapa que depende diretamente do banco.

Na prática, o comprador consegue avançar em diferentes fases da aquisição, mas pode ter de aguardar para concluir o financiamento e assinar o contrato com a Caixa. A situação também interfere no planejamento das empresas, que trabalham com previsões de entrada dos recursos referentes às unidades comercializadas. Segundo o vice-presidente de Mercado Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN), Francisco Ramos, a orientação neste momento é de cautela, especialmente no controle do fluxo de caixa enquanto não há uma definição sobre a duração da paralisação.

“Quando a gente faz uma venda, a gente prevê que aquele recurso deve entrar no prazo X, então todo mundo coloca na sua previsão de recurso dentro do seu fluxo financeiro o recebimento daquele valor. Se ele não acontece naquela data, outros compromissos que a empresa assume também ficam prejudicados”, afirmou.

O setor avalia que, com poucos dias de greve, ainda é possível administrar os atrasos. O cenário pode mudar, porém, se a paralisação continuar, uma vez que operações represadas podem adiar a entrada de receitas previstas por construtoras e incorporadoras.

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Em nota, a Caixa informou que, durante o período, os clientes podem utilizar os canais digitais e remotos do banco para acessar serviços e realizar transações. A instituição também mantém disponíveis caixas eletrônicos e unidades lotéricas.

Enquanto a greve permanecer sem previsão de encerramento, compradores que dependem da aprovação de financiamentos imobiliários pela Caixa podem enfrentar um período maior de espera para concluir as operações.

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