O metro quadrado da construção no Rio Grande do Norte saiu, em média, por R$ 1.866,99 em agosto. O valor subiu 0,23% em relação a julho e confirma a perda de ritmo que já tinha aparecido no mês anterior, quando a alta havia sido de 0,28%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados na sexta-feira 11.
Os números vêm do Sinapi — Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil —, que o IBGE produz em parceria com a Caixa Econômica Federal. Todo mês, o índice acompanha quanto custam materiais, equipamentos, serviços e mão de obra em obras de infraestrutura, de habitação e de saneamento básico, como redes de água e de esgoto.

No estado, R$ 1.127,79 do custo total vão para os materiais de construção, o equivalente a 60,4% do metro quadrado. Os outros R$ 739,20, ou 39,6%, correspondem à mão de obra.
Apesar da alta acumulada, a mão de obra potiguar é a segunda mais barata do País no levantamento do IBGE. Só Alagoas fica abaixo, com R$ 717,71 por metro quadrado nessa parcela em agosto.
No acumulado do ano, a alta chega a 6,71% no estado, a quinta maior no ranking das 27 unidades federativas — os 26 estados e o Distrito Federal. Nos últimos 12 meses, a alta foi de 7,95%. Embora tenha desacelerado de julho para agosto, o gasto do setor continua acima do que se via em 2025.
A desaceleração mensal pode tirar um pouco da pressão sobre os orçamentos novos, mas não apaga o peso dos reajustes acumulados para construtoras, obras públicas e incorporadoras, as empresas que compram o terreno, lançam o empreendimento e vendem as unidades. O custo maior pode ser repassado ao preço dos imóveis, levar à revisão de contratos e entrar no cálculo que define se um novo empreendimento é viável.
Além do índice, o Sinapi produz séries com os preços medianos — o valor que fica no meio da amostra pesquisada — de materiais, máquinas e equipamentos e com os salários da mão de obra. Essas informações servem de referência para montar, analisar e atualizar orçamentos, principalmente quando o contrato é financiado ou executado pelo poder público. Quem quiser conferir pode consultar as bases de dados e a metodologia no IBGE e na Caixa.