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POLÍCIA

Operação Catálise investiga suspeita de lavagem de dinheiro em rede de autopeças no RN

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco cidades; Ministério Público apura ainda suspeitas de sonegação fiscal, associação criminosa e falsidade documental.
Agora RN
11/09/2026 | 10:07

Uma operação deflagrada nesta sexta-feira, 11 de setembro investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal de ICMS e outros crimes em uma rede de lojas de autopeças no Rio Grande do Norte. A empresa alvo da apuração não teve o nome divulgado pelas autoridades.

Batizada de Catálise, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão em Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e João Câmara. Até a última atualização divulgada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), não havia detalhamento sobre o material recolhido.

Agentes de órgãos de fiscalização e segurança durante ação da Operação Catálise no Rio Grande do Norte
Agentes cumprem diligências da Operação Catálise, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal em rede de autopeças no RN — Foto: Divulgação
Maleta aberta com valores em dinheiro, relógios e uma arma, conforme imagem divulgada da Operação Catálise
Dinheiro, objetos e uma arma aparecem entre materiais apreendidos durante a Operação Catálise, que apura suspeitas de crimes em rede de autopeças no RN — Foto: Divulgação

Segundo o MPRN, a investigação também abrange suspeitas de associação criminosa e falsidade documental. Os fatos ainda estão sob apuração.

De acordo com o Ministério Público, a operação busca desarticular um suposto esquema de fracionamento de faturamento em um grupo econômico do setor de autopeças. Em termos práticos, o fracionamento consiste em dividir receitas ou vendas de modo a dificultar a identificação do faturamento real e, eventualmente, reduzir de forma irregular o valor de tributos devidos.

As buscas têm como objetivo reunir provas e permitir medidas para impedir que os investigados mantenham recursos que possam ter origem nas supostas irregularidades, conforme o órgão.

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do Rio Grande do Norte (Gaesf/RN), em atuação integrada com o MPRN, as polícias Civil e Militar, a Procuradoria-Geral do Estado e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).