Criado em março de 2019 para investigar ameaças, notícias falsas e ataques contra o STF, o inquérito das fake news deixou, após sete anos, a relatoria de Alexandre de Moraes. A investigação foi aberta de ofício pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli, sem provocação do Ministério Público, e entregue diretamente a Moraes. Nesta quarta-feira 9, o presidente do STF, Edson Fachin, assumiu o caso em meio à crise provocada pelo embate entre Moraes e André Mendonça.
A condução do inquérito enfrentou questionamentos desde o início. Em abril de 2019, Moraes determinou a retirada de uma reportagem da revista Crusoé e do site O Antagonista que mencionava Toffoli no contexto da Odebrecht, mas voltou atrás após recursos. Em maio de 2020, foram expedidos 29 mandados de busca e apreensão contra blogueiros, empresários e políticos, entre eles Allan dos Santos, Luciano Hang, Otávio Fakhoury e Roberto Jefferson. No mês seguinte, por 10 votos a 1, o Supremo declarou constitucional a investigação.

O alcance do procedimento foi ampliado nos anos seguintes. Em fevereiro de 2021, Moraes determinou a prisão do então deputado Daniel Silveira por ataques a ministros e elogios ao AI-5. Jair Bolsonaro foi incluído em agosto daquele ano por declarações sobre supostas fraudes nas urnas eletrônicas. Em junho de 2022, o Partido da Causa Operária (PCO) também se tornou alvo após defender, em publicações, a dissolução do STF.
A investigação passou ainda a compartilhar elementos com apurações sobre milícias digitais e a tentativa de golpe de Estado. Em 2026, alcançou suspeitas de acessos indevidos a dados de ministros e familiares nos sistemas da Receita Federal, além de casos envolvendo o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida e o ex-governador Romeu Zema. Diante da duração e do formato do procedimento, a Ordem dos Advogados do Brasil pediu seu encerramento em carta enviada a Fachin.
INFIDELIDADE
O processo que pode resultar na cassação do mandato do vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL), candidato a deputado federal, foi retirado da pauta do TRE-RN nesta quarta-feira 9. A ação estava prevista para julgamento, mas não foi colocada em votação pelo relator, desembargador eleitoral Eduardo Pinheiro. A tendência é que a análise ocorra somente depois das eleições de outubro. O MDB acusa Deyvison de infidelidade partidária, após o parlamentar migrar para o PL no início deste ano sem aval do antigo partido.
GÊNERO
A Federação PSDB-Cidadania pediu que a Justiça Eleitoral aceite a candidatura de Dra. Karina Pereira a deputada estadual, em substituição a Dra. Júlia Almeida, que desistiu de ir para a disputa. A federação precisa apresentar uma substituta para cumprir a cota de gênero na nominata.
PEGOU FOGO
Os candidatos ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) quase saíram no tapa durante o debate do sistema Verdes Mares. Eles puderam circular livremente pelo estúdio durante o programa, o que possibilitou a aproximação física. Em dado momento, Ciro levantou o dedo contra Elmano, que reagiu. Ciro lidera as intenções de voto para o governo, mas o atual governador e candidato à reeleição Elmano tem se aproximado.
COBRANÇA
A Femurn anunciou que vai representar contra o Governo do Estado no Ministério Público Estadual por atrasos em repasses destinados às prefeituras. Segundo a entidade, os recursos retidos ultrapassam R$ 260,1 milhões. A decisão, divulgada nesta quarta-feira 9, teria sido tomada após tentativas frustradas de solucionar o impasse diretamente com o Executivo. Presidente da federação, o prefeito de Portalegre, José Augusto, afirmou que outras medidas também estão sendo avaliadas e lamentou o “insucesso do diálogo” com a gestão estadual.
FACADA
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) visitou nesta quarta-feira 9 o cruzamento das ruas Halfeld e Baptista de Oliveira, em Juiz de Fora (MG), onde seu pai, Jair Bolsonaro, sofreu uma facada em 2018. “Aquele local nós consideramos que é o segundo nascimento do presidente Bolsonaro”, afirmou Flávio.
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