O piloto do jet ski envolvido na morte do engenheiro Carlos Eugênio Leopoldo Nunes Filho, de 27 anos, falou pela primeira vez sobre o acidente na Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta. Em entrevista à TV Ponta Negra, ele negou ter abandonado a vítima e afirmou que participou das buscas antes de deixar o local por causa de ameaças.
O corpo de Carlos Eugênio foi localizado na manhã de segunda-feira 7, após ele cair na água durante um passeio na noite anterior. A operação do Corpo de Bombeiros na Lagoa do Bonfim começou ainda na noite do desaparecimento. As circunstâncias da morte seguem sob investigação da Polícia Civil.

Piloto apresenta sua versão sobre a queda
Identificado apenas como Eduardo Rithelly, o piloto afirmou que levava Carlos na garupa e fazia uma curva para entrar na marina quando os dois caíram na água. Segundo ele, o passageiro teria se inclinado para um dos lados e puxado o condutor, provocando a queda.
Eduardo disse que conseguiu subir novamente no jet ski e passou a procurar o engenheiro, com a ajuda de outras pessoas que estavam na lagoa. Ele afirmou que todos haviam saído da marina usando colete salva-vidas e negou estar embriagado.
Defesa diz que ele saiu após cerca de uma hora e meia de buscas
O piloto afirmou que deixou a lagoa após as buscas porque recebeu ameaças. De acordo com o advogado dele, Eduardo permaneceu no local por cerca de uma hora e meia, mas saiu para preservar a própria segurança e a da família.
A defesa afirmou que pretende apresentá-lo às autoridades e que ele está disponível para colaborar com a investigação. O advogado negou que a saída do local tenha sido uma tentativa de fugir ou evitar contato com a polícia.
Familiares cobram respostas
A família de Carlos Eugênio cobra explicações sobre o acidente e apresentou questionamentos sobre o uso de colete, o horário do passeio e a conduta do piloto. As alegações dos parentes foram publicadas pelo Agora RN em reportagem anterior.
A Marina Proguard informou anteriormente que a navegação noturna não é permitida no local e que suas atividades náuticas aos domingos terminam às 18h. A empresa também disse que Carlos não usava colete no momento do acidente. Esses pontos, assim como a versão do piloto, ainda serão analisados pelas autoridades.