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Caso Banco Master

Juristas veem elementos para investigar mensagens atribuídas a Vorcaro e Moraes, mas descartam conclusão imediata

Hipóteses citadas pelos especialistas incluem advocacia administrativa, corrupção passiva e exploração de prestígio
Agora RN
02/09/2026 | 15:35

Juristas avaliam que as mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contêm elementos suficientes para justificar uma investigação. Entre as hipóteses mencionadas estão os crimes de advocacia administrativa, corrupção passiva e exploração de prestígio. Os especialistas ponderam, porém, que os diálogos e documentos divulgados não permitem, isoladamente, concluir que houve alguma prática criminosa.

O professor da Universidade de São Paulo (USP) Gustavo Badaró afirma que uma eventual responsabilização dependeria do conteúdo das respostas de Moraes e das providências que o ministro possa ter adotado diante das solicitações feitas por Vorcaro.

Ministro Alexandre de Moraes fala ao microfone sob o brasão da República
Alexandre de Moraes, ministro do STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF

“O que foi revelado e, principalmente, considerando que o ministro Alexandre de Moraes é tido como interlocutor destas conversas, a depender das respostas e das atitudes que ele tem, poderia haver a prática de algum crime. Neste cenário, pode ser que o Supremo autorize a investigação criminal contra ele”, declara.

As suspeitas ganharam força com a revelação de mensagens nas quais Vorcaro teria pedido ajuda a Moraes para tentar conter o avanço das investigações sobre o Banco Master. Em 30 de outubro de 2025, o banqueiro escreveu que seria “importante reforçar com Andrei e Paulo” para “não deixar ninguém de baixo fazer” — referência interpretada como menção ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.