O Grupo Casas Bahia pediu recuperação judicial após acumular uma dívida estimada em R$ 17,3 bilhões. A medida ocorre em meio a uma nova etapa de reestruturação da companhia, que enfrenta juros elevados, restrição de crédito, aumento das despesas financeiras e enfraquecimento do consumo.
No Rio Grande do Norte, a rede mantinha 12 lojas físicas em funcionamento em maio deste ano, segundo a relação mais recente divulgada pela própria companhia. Todas operam com a bandeira Casas Bahia — o Estado não possui unidades do Ponto, outra marca do grupo.

Até a publicação desta matéria, a empresa não havia detalhado quantas lojas fechadas ou previstas para encerrar as atividades ficam no RN. Portanto, não é possível afirmar oficialmente que alguma das 12 unidades potiguares tenha sido incluída no novo corte.
A rede possui estabelecimentos em Natal e em municípios do interior. Registros empresariais e comerciais apontam unidades em cidades como Mossoró, Parnamirim, Assú, Macaíba e Pau dos Ferros, além da capital.
Casas Bahia chegou ao RN em 2012
A Casas Bahia chegou ao Rio Grande do Norte em outubro de 2012, com a inauguração de uma loja no Midway Mall, em Natal. Na ocasião, a empresa anunciou investimento de pelo menos R$ 10 milhões e um plano inicial de abertura de outras cinco unidades no Estado.
A expansão ocorreu em um momento de crescimento do consumo e maior oferta de crédito no Nordeste. Desde então, a empresa ampliou a presença na Grande Natal e avançou para cidades do interior potiguar.
Prejuízo bilionário e recuperação judicial
O pedido de recuperação judicial foi apresentado depois de o grupo registrar prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. A companhia atribui o agravamento da crise ao custo elevado do crédito e à pressão dos juros sobre o consumo de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos — segmentos nos quais as compras parceladas têm peso significativo.
A recuperação judicial permite que a empresa negocie suas dívidas sob supervisão da Justiça e, em princípio, continue operando. O processo deverá resultar na apresentação de um plano com condições e prazos para pagamento dos credores.
Antes da nova crise, o Grupo Casas Bahia afirmava ter reduzido sua dívida em R$ 4,6 bilhões ao longo de dois anos de reestruturação. Em maio, a companhia mantinha 1.039 lojas no Brasil, sendo 922 da Casas Bahia e 117 do Ponto.
Lojas podem continuar funcionando
Apesar do pedido judicial, as lojas e os canais digitais podem continuar funcionando durante o processo. A empresa ainda deverá esclarecer os efeitos da recuperação sobre funcionários, fornecedores, consumidores com compras pendentes e a rede de estabelecimentos do Rio Grande do Norte.
O número confirmado mais recente é de 12 lojas em operação no RN em maio de 2026. Até agora, não há divisão oficial por Estado das unidades atingidas pelos fechamentos anunciados.
Para os consumidores, a orientação é acompanhar os canais oficiais da rede e guardar comprovantes de compras, contratos, notas fiscais e protocolos de atendimento. Pedidos já realizados não são automaticamente cancelados pela abertura da recuperação judicial.
A companhia também deverá informar ao mercado se haverá mudanças no atendimento, nas entregas ou no crediário. Até que sejam divulgados novos comunicados, as 12 lojas potiguares permanecem como a referência oficial da presença física do grupo no Estado.
O processo de recuperação judicial será acompanhado pela Justiça, que analisará a documentação financeira e o plano de pagamento. Credores poderão discutir as condições apresentadas, enquanto a empresa busca preservar suas operações, empregos e relações comerciais durante a renegociação do passivo.
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