O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de exercer uma função de articulação política em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A declaração foi feita nesta terça-feira 11, durante um encontro com candidatos ao Senado apoiados pelo Partido Liberal, em Brasília.

Flávio citou como exemplo um jantar realizado na terça-feira 4, que reuniu Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na residência de Moraes.
“Eu lamento, né? Você vê o Alexandre de Moraes hoje, ele virou o grande articulador político do Lula, promovendo encontros dentro da casa dele com outros políticos. Quer dizer, Alexandre de Moraes veio para a seara política, então todos os políticos estão autorizados a respondê-lo dentro da política também”, declarou.
Candidatos defendem impeachment
Durante o encontro, Flávio perguntou aos candidatos ao Senado se eles apoiariam um eventual pedido de impeachment contra Moraes. Segundo informações divulgadas pelo Poder360, os participantes responderam afirmativamente.
Parte do grupo também entoou palavras de ordem como “Fora, Moraes” e “o 1º é o Moraes”.
Ao comentar a possibilidade de formação de uma maioria de direita no Senado, o candidato afirmou que os parlamentares serão cobrados pelos eleitores sobre o posicionamento adotado em relação ao ministro.
“Eles que vão ter… Eles vão ser cobrados nas eleições por isso. Vão ser cobrados, não adianta querer dar canetada, ameaçar, né, inventar operações contra os nossos pré-candidatos como fizeram para tentar diminuir a quantidade de senadores”, afirmou.
Inquérito das fake news
Flávio também criticou o inquérito das fake news, conduzido por Moraes. Sem apresentar detalhes, o senador alegou que a investigação permitiria a escolha de “alvos predeterminados”.
Na avaliação do candidato, a discussão sobre o impeachment de integrantes do STF passou a fazer parte da disputa eleitoral de 2026.
“Isso virou uma pauta de campanha. Não queria que tivesse chegado nesse ponto, mas virou uma realidade”, disse.
Flávio declarou ainda esperar que a eleição deste ano, que renovará dois terços das cadeiras do Senado, resulte em uma composição mais alinhada à direita. Segundo ele, a expectativa é que a Casa fique “ainda mais a centro-direita” a partir de 2027.