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Eleições 2026

Polarização preocupa forças de segurança do RN, e áreas mais acirradas são monitoradas

Sesed afirma que Estado está preparado para garantir a segurança do pleito e intensifica monitoramento de disputas locais e possível atuação de facções criminosas
Por O Correio de Hoje
30/06/2026 | 15:26

A polarização política e o risco de conflitos entre grupos adversários já mobilizam as forças de segurança do Rio Grande do Norte para as eleições de 2026. Segundo o secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Francisco Araújo, a pasta vem realizando um trabalho de inteligência para mapear municípios onde a disputa eleitoral se mostra mais acirrada e prevenir episódios de violência durante a campanha e o dia da votação.

Segundo Araújo, o Estado já comunicou oficialmente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) que possui condições de garantir a segurança do pleito, marcado para outubro deste ano. O secretário explicou que um planejamento já foi elaborado pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), em conjunto com as polícias Civil e Militar, após solicitação encaminhada pelo TRE ao Governo do Estado.

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Sec. de Segurança, Coronel Araújo - Foto: josé aldenir

O plano das forças de segurança prevê ajustes específicos para cada município, de acordo com a realidade local e com a evolução do cenário político ao longo da campanha. “A resposta é que a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Norte está em condições de garantir o pleito eleitoral”, afirmou. O secretário acrescentou que esse planejamento é dinâmico e pode ser adaptado sempre que houver necessidade.

Ao detalhar os principais focos de atenção da pasta, Araújo afirmou que a preocupação vai além da segurança física das urnas e dos locais de votação. Segundo ele, a inteligência estadual acompanha permanentemente os municípios onde há maior rivalidade política entre candidatos, além de monitorar possíveis tentativas de interferência de organizações criminosas no processo eleitoral.

“Todos os lugares onde há acirramento político de candidatos, independentemente do partido político que seja, nós estamos com um trabalho de inteligência fazendo o acompanhamento para ver essa interação dos candidatos, não ter estresse entre um candidato e outro. Da mesma forma, não ter influência das organizações criminosas em determinado pleito eleitoral. Então, estamos fazendo todo um trabalho de medidas preventivas e protetivas para que o pleito seja realizado com tranquilidade”, declarou.

O secretário ressaltou ainda que o trabalho preventivo envolve atuação integrada entre os órgãos estaduais e federais e poderá contar, caso necessário, com apoio das Forças Armadas. Segundo ele, embora ainda não exista convocação, a utilização de tropas federais dependerá de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mediante autorização do presidente da República.

“As Forças Armadas não foram convocadas para o pleito, mas poderão ser convocadas. Depende de requisição e decisão do Tribunal Superior Eleitoral com a devida autorização do presidente da República”, explicou.

Outro ponto destacado por Araújo foi a necessidade de preservar a neutralidade das forças policiais durante o processo eleitoral. Ele informou que o Ministério Público Estadual já encaminhou recomendação formal às instituições de segurança reforçando que policiais devem manter absoluta imparcialidade no exercício de suas funções, independentemente de preferências políticas pessoais. Segundo o secretário, a orientação é amplamente conhecida pelas corporações. “Os policiais são conscientes de que não devem se imiscuir na parte política, mas cumprir a missão deles de segurança pública”, afirmou.

Araújo lembrou que a atuação das corporações nas eleições municipais de 2024 serve de referência para o planejamento atual. Segundo ele, apesar de algumas ocorrências registradas em determinados municípios, a atuação das forças de segurança conseguiu impedir que os conflitos interferissem na normalidade do processo eleitoral. “Quando apareceram algumas intercorrências em alguns municípios, de imediato houve ação e a gente conseguiu debelar. Tivemos ações em municípios onde houve ocorrência de morte de candidatos, mas não ligadas diretamente ao pleito. Eles tinham envolvimento com outras atividades”, declarou.