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Política

Nina diz que governos do PT falham no social: Defendem ‘só no discurso’

Vereadora afirma que Semtas realizou ações com recursos próprios, sem apoio dos governos estadual e federal, e destaca programas sociais desenvolvidos durante sua gestão
Por O Correio de Hoje
24/06/2026 | 15:57

A vereadora de Natal e pré-candidata a deputada federal Nina Souza (PL) afirmou que a assistência social fica “só no discurso” nos governos do PT. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Política RN, ao comentar sua passagem pela Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social de Natal (Semtas).

Primeira-dama da capital e ex-secretária da Semtas, Nina disse que deixou a pasta com a convicção de que o discurso de defesa dos mais vulneráveis não se traduz, segundo ela, em apoio concreto por parte dos governos estadual e federal, ambos comandados pelo PT.

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Pré-candidata Nina Souza (PL) - Foto: Francisco de Assis / CMN

“O ponto focal foi eu compreender o quanto a assistência é só discurso nos governos do PT”, afirmou. “Tudo que eu falei aqui foram ações feitas e desenvolvidas com recursos próprios, sem recurso do Governo Federal, sem recurso do Governo Estadual”, declarou.

Nina disse que essa constatação chamou sua atenção porque, segundo ela, governos que se apresentam como voltados aos mais pobres deveriam subsidiar ações de assistência social nos municípios.

“Como é que você tem um governo que diz que é um governo voltado ao cuidado dos mais vulneráveis se você não subsidia?”, questionou.

A vereadora afirmou ainda que, durante sua gestão, a Semtas não contou com ajuda dos governos estadual e federal nem para aquisição de itens básicos.

“Eu não comprei um quilo de feijão, um quilo de açúcar, com recurso do Governo Estadual, com o Governo Federal”, disse.

Na entrevista, Nina fez um balanço da passagem pela secretaria. Segundo ela, em 13 meses à frente da Semtas, foram realizados mais de 350 mil atendimentos a populações vulneráveis. A vereadora afirmou que o número de instituições atendidas passou de 27 para 104 e citou reformas em Cras, acolhimentos, ações de segurança alimentar, qualificação profissional e criação de benefícios.

Entre as iniciativas mencionadas, Nina destacou o Cuidado Materno, voucher de R$ 600 destinado a mães para compra de parte do enxoval dos filhos. Ela disse que preferiu substituir a entrega de kits prontos por um auxílio que permitisse às mães escolherem o que de fato precisavam.

Também citou o Alimenta Natal, programa que, segundo ela, distribui mais de 17 mil refeições mensais. Nina afirmou ainda que a gestão recolheu mais de 200 toneladas de alimentos no Banco de Alimentos, distribuiu mais de 35 mil latas de leite e qualificou mais de 4 mil pessoas.

A pré-candidata também mencionou a entrega da lei da Carreira Suas aos servidores da assistência social. Segundo ela, a medida era uma reivindicação antiga da categoria e deu mais segurança jurídica aos trabalhadores da área.

Ao defender sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados, Nina afirmou que pretende levar a pauta social para Brasília com foco em estruturação regional e não apenas na destinação de emendas pontuais. Para ela, os municípios conhecem os problemas, mas não têm força financeira suficiente para enfrentá-los sozinhos.

“Eu quero ser uma deputada federal que seja a voz de todas as regiões”, afirmou. Nina disse que pretende atuar junto a vereadores, conselheiros tutelares, líderes comunitários, presidentes de sindicatos, prefeitos e demais lideranças locais.

A crítica aos governos do PT também foi ligada, por Nina, ao modelo federativo. Ela afirmou que a maior parte da arrecadação fica concentrada na União, enquanto os problemas sociais recaem sobre os municípios. Para a pré-candidata, prefeitos e vereadores acabam ficando “reféns de emendas” porque não dispõem de orçamento suficiente para atender demandas de saúde, educação, assistência social, infraestrutura e acolhimento à população vulnerável.