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Séries

“A Casa do Dragão” de volta

Novo ciclo acelera o conflito entre Pretos e Verdes, amplia as disputas pelo Trono de Ferro e já figura entre os conteúdos mais assistidos da HBO Max
Por Belita Lira, O Correio de Hoje
24/06/2026 | 15:38

Após quase dois anos de espera, A Casa do Dragão voltou no último domingo, 21, com uma estreia marcada por ritmo acelerado e acontecimentos decisivos para o rumo da história. Longe de funcionar como um episódio de transição, o primeiro capítulo da terceira temporada apresenta conflitos já em estágio avançado e antecipa uma fase mais intensa da guerra entre os Targaryen.

A narrativa retoma os eventos diretamente do ponto em que a temporada anterior foi encerrada. De um lado, Rhaenyra Targaryen articula estratégias para consolidar sua posição, enquanto enfrenta desafios internos, como a desconfiança de aliados e os desdobramentos de planos que já não seguem como o previsto. Do outro, Aemond Targaryen e os Verdes lidam com disputas internas pelo poder, com o príncipe assumindo uma posição de liderança cada vez mais instável.

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Foto: HBO

Entre os principais momentos do episódio está o confronto naval envolvendo a frota Velaryon, que reforça a dimensão do conflito e evidencia o desgaste das forças de Rhaenyra. A sequência também demonstra o avanço da Triarquia e o fortalecimento de alianças rivais, ampliando a complexidade da disputa pelo Trono de Ferro.

Outro ponto central é a introdução do dragão Roubovelha na trama. A tentativa de controle por parte de Rhaena Targaryen, no entanto, tem efeitos imprevisíveis e interfere diretamente no curso da batalha. A falta de domínio sobre a criatura contribui para uma das perdas mais impactantes do episódio: a morte de Jacaerys Velaryon, atingido após a queda de seu dragão.

O capítulo também dedica espaço às movimentações políticas em Porto Real. Alicent Hightower retorna ao palácio e encontra um cenário alterado, com Aemond no Trono de Ferro e decisões sendo tomadas de forma mais agressiva. A instabilidade interna entre os Verdes reforça que o conflito não se limita ao campo de batalha, mas se estende às relações familiares e às disputas de poder.

A adaptação mantém elementos conhecidos de Fogo & Sangue, mas segue ajustando eventos para a linguagem televisiva, priorizando impacto narrativo e ritmo. A escolha de concentrar acontecimentos relevantes logo na estreia pode surpreender parte do público, mas reforça a proposta de uma temporada mais direta e menos gradual.

O retorno também teve impacto imediato fora da narrativa. Em menos de 24 horas, a série voltou a liderar o ranking global da HBO Max, repetindo o desempenho em países como Brasil, Estados Unidos e Inglaterra. A crítica acompanha o movimento, com aprovação de 88% no Rotten Tomatoes, enquanto a avaliação do público, ainda inicial, aparece em 68%.

A HBO já confirmou a quarta temporada, que será a última, consolidando A Casa do Dragão como uma das principais produções da plataforma.