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Festas juninas

Milho verde e leite de coco ficam mais caros em Natal durante período junino, aponta Procon

Pesquisa identificou alta de até 35% nos preços de produtos tradicionais das festas juninas e orienta consumidores a pesquisarem antes das compras
Por O Correio de Hoje
23/06/2026 | 12:59

Os consumidores natalenses estão encontrando preços mais altos para dois dos principais ingredientes das festas juninas. Pesquisa realizada pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) identificou aumento expressivo nos valores do milho verde e do leite de coco comercializados na capital potiguar, pressionando o orçamento das famílias durante o período de maior demanda por produtos típicos.

No caso do milho verde, o levantamento realizado entre os dias 8 e 18 de junho apontou aumento de 32% no preço médio da espiga em comparação com o mesmo período do ano passado. O valor passou de R$ 0,85 em 2025 para R$ 1,25 em 2026.

milho
Pesquisa do Procon aponta alta de até 35% em produtos tradicionais das festas juninas e consumidor deve ficar esperto - Foto: José Aldenir

A pesquisa foi realizada em feiras livres, pontos tradicionais de venda e grandes redes varejistas. Nas feiras do Carrasco, Igapó e Panorama, a espiga foi encontrada entre R$ 0,80 e R$ 1,50, com média de R$ 1,00. Já nos locais tradicionalmente procurados durante os festejos juninos, como o Centro de Agricultura Familiar e os canteiros das avenidas Jaguarari e das Alagoas, o preço médio foi de R$ 1,10, variando de R$ 1,00 a R$ 1,60.

Nos supermercados, hipermercados e atacarejos, onde o produto é vendido em bandejas com cinco unidades, o preço médio chegou a R$ 9,02. Em 2025, a mesma apresentação custava, em média, R$ 7,63, o que representa aumento de 15,46%. Os preços encontrados oscilaram entre R$ 6,29 e R$ 14,79.

Outro indicador acompanhado pelo Procon foi a chamada “mão de milho”, comercializada com 50 espigas. O preço médio subiu de R$ 42,50 para R$ 60,00 em um ano. Nas feiras livres, os valores variaram entre R$ 40,00 e R$ 60,00, enquanto nos pontos tradicionais de venda chegaram a alcançar R$ 80,00.

O levantamento mostra ainda que a alta não é um fenômeno isolado deste ano. Nos últimos quatro anos, o preço médio da espiga acumulou aumento de 38%, passando de R$ 0,90 em 2023 para R$ 1,25 em 2026.

A pesquisa também identificou forte valorização ao longo do próprio período junino. Durante os dias analisados, a espiga passou de R$ 1,00 para R$ 1,50 em alguns pontos de venda, avanço de 50% em apenas uma semana.

Além do milho, o leite de coco também registrou aumento significativo. O levantamento realizado entre os dias 8 e 12 de junho pesquisou 24 estabelecimentos da capital, incluindo hipermercados, supermercados e atacarejos.

Na embalagem de 500 ml, o preço médio passou de R$ 11,31 para R$ 15,26 em um ano, alta de 35%. Já a versão de 200 ml registrou aumento de 20,54%, passando de R$ 5,26 para R$ 6,34.

Entre as marcas analisadas, a Sococo apresentou o maior preço médio na embalagem de 500 ml, chegando a R$ 21,79. A marca Indiano registrou o menor valor médio, de R$ 9,05, diferença de R$ 12,74 entre os extremos.

Nas embalagens de 200 ml, a maior média encontrada foi da marca Brascoco, com R$ 13,98. A menor foi da Mococa, vendida a R$ 4,19, diferença de R$ 9,79.

A pesquisa também apontou grande variação nos preços individuais. A embalagem de 500 ml mais barata foi encontrada por R$ 6,99, da marca Mais Coco, nos atacarejos pesquisados. Já a versão de 200 ml teve menor preço de R$ 3,50, da marca Indiano, em supermercados da cidade.

O coco seco vendido por unidade também integrou o levantamento. O produto apresentou preço médio de R$ 5,73, sendo mais facilmente encontrado em supermercados de bairro, onde estava disponível em cerca de 90% dos estabelecimentos visitados. O menor preço registrado foi de R$ 2,59 por unidade.

Diante da variação observada, o Procon Natal orienta os consumidores a pesquisarem preços antes das compras e, sempre que possível, anteciparem a aquisição dos produtos típicos das festas juninas. Segundo o órgão, a procura mais intensa nesta época do ano tende a pressionar os valores e ampliar as diferenças entre os estabelecimentos.

O instituto disponibilizou em seu portal eletrônico uma planilha detalhada com os preços coletados, variações entre marcas e endereços dos estabelecimentos pesquisados. Consumidores que identificarem irregularidades ou desejarem orientações podem procurar a sede do Procon Natal, na Rua Ulisses Caldas, 181, Cidade Alta, ou entrar em contato pelos canais oficiais de atendimento do órgão.