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Guerra

Irã e EUA chegam a acordo, mas falta aprovação de Trump, diz jornal

Memorando prevê ampliação da trégua por mais 60 dias e avanço das negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas presidente dos EUA ainda analisa proposta
Redação
28/05/2026 | 12:29

Autoridades do Irã e dos Estados Unidos chegaram a um entendimento para ampliar por mais 60 dias o cessar-fogo entre os dois países e avançar nas negociações sobre o programa nuclear iraniano. Apesar do avanço diplomático, o acordo ainda depende da aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As informações foram divulgadas pelo jornal Axios, que cita dois oficiais americanos e um intermediário das negociações. Segundo a reportagem, os negociadores chegaram a um consenso na terça-feira 26, mas o texto ainda precisa do aval final das lideranças dos dois países.

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Donald Trump ainda não deu aval final para acordo que pode ampliar cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã em meio à escalada de tensão no Oriente Médio Foto: Divulgação/Casa Branca

De acordo com o jornal, representantes iranianos já teriam conseguido aprovação da liderança do país persa, embora Teerã não tenha confirmado oficialmente a informação. Do lado americano, os negociadores afirmaram ter apresentado a proposta a Trump, que pediu alguns dias para analisar os termos do memorando.

O possível acordo surge em meio ao aumento da tensão no Oriente Médio. Mesmo com o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, Irã e Estados Unidos voltaram a trocar ataques nos últimos dias, nos confrontos mais intensos desde o início da trégua.

Segundo fontes ouvidas pelo Axios, o memorando prevê que a navegação no Estreito de Ormuz ocorra “sem restrições”, incluindo a suspensão de cobranças impostas pelo Irã a embarcações que cruzam a região.

O texto também prevê a suspensão do bloqueio naval americano contra navios ligados a portos iranianos.

Caso o acordo seja aprovado por Trump, os dois países deverão usar os próximos 60 dias para aprofundar as negociações sobre o enriquecimento de urânio pelo Irã. Washington acusa Teerã de tentar desenvolver armas nucleares, enquanto o governo iraniano afirma que o programa possui fins civis, voltados para áreas como energia e medicina.

Apesar das tratativas diplomáticas, os confrontos militares continuaram nesta semana. Na quarta-feira 27, os Estados Unidos atacaram uma estação de controle no porto iraniano de Bandar Abbas, alegando que a base era utilizada para lançamento de drones contra instalações americanas na região.

Segundo um oficial americano ouvido pela agência Reuters, a ação foi “puramente defensiva” e teria como objetivo manter o cessar-fogo.

O Irã respondeu nesta quinta-feira 28. De acordo com a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, forças iranianas dispararam contra um petroleiro americano que tentava atravessar o Estreito de Ormuz, obrigando a embarcação a recuar.

A Guarda Revolucionária também afirmou ter atacado bases militares americanas no Oriente Médio, embora não tenha informado em quais países os alvos estavam localizados.