Uma mulher vítima de violência doméstica conseguiu pedir ajuda à polícia ao fingir fazer um pedido de pizza durante uma ligação para o 190, na Zona Sul de São Paulo. O caso aconteceu na noite da última sexta-feira 23, no bairro Jardim São Francisco, e terminou com a prisão do agressor.
Segundo a Polícia Militar do Estado de São Paulo, a atendente percebeu que se tratava de um pedido de socorro e passou a conduzir a conversa de forma estratégica para obter o endereço da vítima sem levantar suspeitas.
![[vídeo] mulher simula pedido de pizza para o 190 e polícia prende agressor armado em são paulo | notícias do rio grande do norte pizza](https://agorarn.com.br/files/uploads/2026/05/pizza-830x468.jpg)
Durante a ligação, a mulher fingiu escolher sabores de pizza enquanto confirmava informações para os policiais.
“Gostaria de pedir uma pizza”, disse a vítima no início da chamada.
A policial respondeu perguntando os sabores desejados e confirmou o endereço enquanto equipes do 37º Batalhão da PM eram acionadas para o local.
Quando os agentes chegaram, ligaram novamente para a mulher informando que “a pizza havia chegado”. Nesse momento, ela saiu da residência nervosa e tremendo.
A vítima relatou aos policiais que o companheiro estava armado, a ameaçava e tentava forçá-la a manter relações sexuais contra a vontade dela, na frente da filha do casal, de apenas 3 anos.
Segundo o depoimento, o homem a empurrou contra a parede, abaixou suas roupas e a ofendeu com palavras de baixo calão. Durante as agressões, ele utilizou um espelho para atacá-la. Os estilhaços atingiram os olhos da criança, que precisou ser levada ao Hospital M’Boi Mirim para exames.
Pouco depois, o suspeito tentou deixar o imóvel carregando mochila, roupas e um capacete, mas acabou detido pelos policiais.
Dentro da casa, os agentes encontraram um revólver calibre .38 com numeração raspada e cinco munições intactas escondidos no imóvel.
O caso foi registrado no 47º Distrito Policial de São Paulo. O homem permaneceu preso e deverá responder por lesão corporal no contexto de violência doméstica, ameaça, violência psicológica contra a mulher, dano, perigo para a vida e posse ilegal de arma de fogo.