O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou nesta terça-feira mais uma sessão de radioterapia preventiva no couro cabeludo, como parte do acompanhamento médico após a retirada de um câncer de pele em abril deste ano. O procedimento desta terça-feira ocorreu no Hospital Sírio-Libanês, antes da viagem do petista para compromissos em Manaus.
Esta foi a segunda aplicação do tratamento, que deve prosseguir nas próximas semanas. A equipe médica definiu um protocolo de 15 sessões de radioterapia superficial para reduzir o risco de reaparecimento da lesão retirada no mês passado.

Segundo integrantes do governo, o tratamento não altera a rotina do presidente, que continuará cumprindo normalmente a agenda institucional. As sessões são consideradas rápidas e vêm sendo realizadas na unidade do Sírio-Libanês na capital federal.
A lesão retirada em 24 de abril foi diagnosticada como um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele e considerado de baixa agressividade. O procedimento cirúrgico ocorreu no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e foi conduzido pela dermatologista Cristina Abdalla, sem intercorrências.
Na ocasião, a médica explicou aos jornalistas que esse tipo de lesão está frequentemente associado à exposição solar. “Isso é muito comum, é a lesão mais comum de pele em relação ao sol. Quando cresce, a gente precisa tirar, porque se não aquilo vai crescendo, não cicatriza, sangra. Mas é uma lesão localizada, e a conduta é a gente fazer a remoção e examinar”, afirmou.
O carcinoma basocelular surge nas células basais da epiderme, camada mais superficial da pele, geralmente em áreas mais expostas ao sol, como rosto, couro cabeludo, pescoço e orelhas. Apesar de exigir acompanhamento médico, apresenta baixo índice de mortalidade quando identificado precocemente, diferentemente de formas mais agressivas de câncer de pele, como o melanoma.
Além da cirurgia para retirada da lesão, Lula também passou, no mesmo dia, por uma infiltração no punho para tratar uma tendinite no dedão do polegar da mão direita. O procedimento costuma ser indicado quando dores persistem mesmo após repouso ou fisioterapia.
O presidente já havia retornado ao hospital no último dia 18 para uma consulta de acompanhamento. De acordo com boletim médico divulgado na ocasião, ele apresentava “evolução satisfatória, conforme o esperado, e sem intercorrências”.
Antes disso, em fevereiro, Lula também havia sido submetido à retirada de uma queratose no couro cabeludo. Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, a lesão, causada pela exposição ao sol, foi tratada por meio de cauterização em uma clínica dermatológica de São Paulo.
Mesmo em tratamento, o presidente embarcou nesta terça-feira para Manaus, onde permanecerá até quarta-feira em compromissos políticos e institucionais. A viagem inclui reuniões com aliados para discutir a formação do palanque governista no Amazonas para as eleições de outubro.