O Rio Grande do Norte encerrou abril de 2026 com superávit de US$ 18,6 milhões na balança comercial, consolidando-se como o terceiro maior saldo positivo do Nordeste no período, atrás apenas de Maranhão e Piauí. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta quinta-feira 7 e compilados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec-RN).
No mês, o comércio exterior potiguar movimentou US$ 72,3 milhões entre exportações e importações. As vendas externas somaram US$ 45,46 milhões, enquanto as compras internacionais atingiram US$ 26,86 milhões. No acumulado do primeiro quadrimestre, o volume total de transações comerciais do Estado já ultrapassa US$ 548 milhões.

Segundo a Sedec-RN, o resultado reforça a relevância do Estado no cenário exportador nordestino, sustentado principalmente pela diversificação da pauta comercial e pela capacidade de manutenção de saldo positivo mesmo diante de um ambiente internacional marcado por volatilidade econômica e tensões geopolíticas.
O principal destaque das exportações potiguares em abril foi o bulhão dourado em forma bruta para uso não monetário, que respondeu sozinho por US$ 24,1 milhões em vendas externas. Também tiveram participação relevante os melões frescos, com US$ 4,5 milhões; mamões frescos, com US$ 2,7 milhões; melancias frescas, com US$ 2,5 milhões; e minérios de tungstênio, com US$ 2,4 milhões. Juntos, os cinco produtos concentraram 79,7% de tudo o que o Estado exportou no mês.
Na avaliação do secretário Hugo Fonseca, o desempenho evidencia a competitividade do Estado mesmo diante de sua dimensão econômica. “Embora o RN seja um Estado pequeno, a sua capacidade em termos de movimentação da balança comercial é enorme e se torna representativa para a região Nordeste”, afirmou. Segundo ele, a valorização internacional do ouro ajudou a impulsionar o resultado de abril em meio ao atual cenário geopolítico global.
A Suíça liderou entre os principais destinos das exportações potiguares, com US$ 18,1 milhões movimentados no período, equivalente a quase 40% do total exportado. Na sequência aparecem Canadá, Países Baixos, Espanha e Reino Unido. Os cinco mercados responderam por quase 80% das exportações do Estado.
Do lado das importações, a China foi a principal fornecedora de produtos ao Rio Grande do Norte, com US$ 8,9 milhões em vendas ao Estado, seguida pela Argentina, com US$ 8,1 milhões. Também aparecem entre os maiores parceiros comerciais Alemanha, Índia e Espanha. Entre os produtos importados, destacaram-se trigo e misturas de trigo com centeio, equipamentos industriais, máquinas de impressão e produtos têxteis.
Os dados também mostram diferenças relevantes nos modais logísticos utilizados pelo estado. Nas exportações, a via aérea concentrou 61,6% das operações, movimentando US$ 28 milhões, enquanto o transporte marítimo respondeu por US$ 17 milhões. Já nas importações, o modal marítimo foi predominante, responsável por US$ 24 milhões em transações, o equivalente a 89,5% do total importado em abril.
Apesar do saldo positivo, o resultado de abril ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando o estado alcançou superávit de US$ 46 milhões. Ainda assim, a Sedec avalia que o desempenho mantém o Rio Grande do Norte em posição de destaque regional e reflete o fortalecimento das cadeias produtivas voltadas ao mercado internacional.