A relação entre Meryl Streep e Anna Wintour, que já ultrapassava os limites da ficção, ganhou um novo capítulo com a descoberta de um vínculo familiar entre as duas. A revelação veio à tona durante a divulgação de O Diabo Veste Prada 2, sequência do longa inspirado nos bastidores do universo editorial de moda.
A informação foi divulgada no programa Today Show, da rede NBC, a partir de uma investigação conduzida pela plataforma Ancestry.com. Segundo o levantamento, a atriz e a ex-editora-chefe da revista Vogue são primas de sexto grau e compartilham ancestrais em comum: Thomas Smith e Elizabeth Kinsey, antepassados de quinta geração.

De acordo com os dados genealógicos, o casal viveu no Condado de Bucks, na Pensilvânia — região que também tem ligação com a escritora Lauren Weisberger, autora do livro que inspirou a franquia cinematográfica. Weisberger trabalhou como assistente de Wintour no início da carreira e utilizou experiências vividas no ambiente da revista como base para a narrativa.
A descoberta foi compartilhada por Streep com colegas de elenco durante entrevista. “Lidem com isso”, brincou a atriz, ao comentar a coincidência. Em tom bem-humorado, ela ainda sugeriu uma inversão de influências. “O engraçado é que, se eu soubesse, talvez tivesse copiado os trejeitos de Wintour. Talvez ela esteja me copiando!”, completou.
No filme original, a personagem Miranda Priestly, interpretada por Streep, foi amplamente associada à figura de Wintour, embora a obra tenha sido apresentada como ficção. A nova produção retoma a história cerca de duas décadas depois, com a editora fictícia enfrentando os desafios de um mercado editorial em transformação, especialmente diante da crise das publicações impressas.
A trama também traz de volta Andy Sachs, vivida por Anne Hathaway, agora em posição de destaque na revista fictícia Runway. O elenco conta ainda com Emily Blunt e Stanley Tucci, que participaram da primeira produção.
A repercussão em torno da sequência reacendeu debates sobre as inspirações reais por trás dos personagens. Durante a divulgação, a stylist Leslie Fremar afirmou ter servido de base para a personagem interpretada por Emily Blunt no primeiro filme. Em entrevista à revista People, ela relatou ter tido acesso a uma versão inicial do livro, que não chegou a ser publicada.
Segundo Fremar, o conteúdo original apresentava um tom mais crítico. “Foi como uma exposição. Embora alguém obviamente a tenha aconselhado a transformá-lo em uma obra de ficção, o livro foi realmente baseado em muitas coisas que, como você sabe, eu vivi, e ela viveu”, disse.
A stylist também comentou sua relação com Weisberger à época em que trabalharam juntas. “Provavelmente não fui muito gentil com ela pois estava muito tensa e sentia que tinha que fazer o trabalho dela. Então, para mim, isso foi realmente frustrante. Acho que ela provavelmente estava apenas sentada escrevendo um livro e não necessariamente levando o trabalho tão a sério quanto eu”, afirmou.
A nova produção amplia o universo apresentado no filme original, abordando as mudanças no setor editorial e as relações profissionais ao longo do tempo. Ao mesmo tempo, a revelação do parentesco entre Streep e Wintour acrescenta um elemento inusitado à história, reforçando a proximidade entre realidade e ficção em um dos retratos mais conhecidos do mundo da moda no cinema.