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Sisu

Cursos de inteligência artificial disparam no Sisu

Número de graduações ofertadas pelo Sisu saltou de 4 para 27, com expansão em universidades públicas e privadas
Por O Correio de Hoje
30/04/2026 | 16:16

A expansão da inteligência artificial no mercado tem provocado mudanças diretas no ensino superior brasileiro. Em 2026, o número de cursos de graduação com foco na área ofertados pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) saltou de 4 para 27, indicando uma rápida adaptação das instituições à crescente demanda por profissionais qualificados.

Grande parte dessas graduações foi aprovada entre novembro e dezembro de 2025. Entre os novos cursos estão iniciativas de universidades públicas como a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal Fluminense, em Niterói, que passam a oferecer formações voltadas à Inteligência Artificial e Ciência de Dados já a partir deste ano.

Foto: D3sign/Getty Images
Cursos de inteligência artificial crescem no ensino superior brasileiro em 2026 - Foto: Reprodução

Dados da Academia Brasileira de Ciências apontam que, ao considerar bacharelados e cursos tecnológicos, o país já conta com mais de 50 formações ligadas à área, distribuídas entre instituições públicas e privadas. A tendência de crescimento continua ao longo de 2026, com novos programas sendo lançados em diferentes regiões.

Entre as opções mais recentes no setor privado, estão o Bacharelado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial da PUC-SP e o curso de Tecnologia em Inteligência Artificial da FMU. No ensino público, destacam-se iniciativas como o Bacharelado em Inteligência Artificial da Universidade Estadual de Campinas e o novo curso da Univesp, universidade pública virtual do estado de São Paulo.

A Unicamp também aprovou, por meio de sua Câmara de Ensino, Pesquisa e Extensão, a criação de um curso superior em Inteligência Artificial e Ciência de Dados, que será ofertado no campus de Limeira a partir do próximo ano. A graduação prevê 40 vagas, duração mínima de oito semestres e carga horária total de 3.240 horas.

Outro destaque é o lançamento do primeiro curso superior de Tecnologia em Inteligência Artificial com ênfase em saúde no Brasil, anunciado pelo Centro Universitário FMABC. Com duração de dois anos e formato presencial, o programa foi estruturado para formar profissionais capazes de desenvolver e implementar soluções tecnológicas voltadas à área da saúde digital.

Na USP, a área também ganha reforço com o curso de Engenharia Eletrônica e Sistemas Computacionais, que passa a ter foco em semicondutores e inteligência artificial. Segundo o coordenador da graduação, professor Gustavo Rehder, a proposta vai além do uso de tecnologias existentes. “Mantemos a base sólida de Matemática e Física da Poli, mas com um foco claro: não queremos formar apenas utilizadores de tecnologia, queremos formar quem vai criar e inovar com ela”, afirmou.

O curso será oferecido a partir do próximo ano no campus do Butantã, em SP, e surge como um desdobramento da tradicional Engenharia Elétrica, adaptando-se às novas exigências do setor.