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Em reunião, PSDB deve decidir ficar de fora de eventual governo Temer

Parte dos tucanos vinha defendendo nos bastidores que o partido apoiasse Temer no Congresso, mas não aderisse ao governo
Folha de S.Paulo
22/04/2016 | 06:10

Em reunião de sua Executiva Nacional no dia 3 de maio, o PSDB deve fechar questão sobre não participar do provável governo Michel Temer (PMDB).

Parte dos tucanos vinha defendendo nos bastidores que o partido apoiasse Temer no Congresso, mas não aderisse ao governo. Deputados do PSDB ouvidos pela Folha defendem que, dessa forma, o partido não corre o risco de “entrar em uma embarcação que pode naufragar”, o que colocaria em fisco o projeto tucano para o país.

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Há hoje no PSDB três nomes dispostos a concorrer à Presidência em 2018: o presidente nacional, senador Aécio Neves (MG), o governador Geraldo Alckmin (SP) e o também senador José Serra, este último cotado para integrar o governo Temer.

Na noite desta quinta-feira (21) governadores tucanos engrossaram publicamente o discurso que vinha sendo repetido nos bastidores, defendendo que o PSDB não tenha cargos no provável governo Michel Temer.

Pedro Taques (MT) e Beto Richa (PR) que participam do Fórum Empresarial, promovido pelo Lide em Foz do Iguaçu, afirmaram que começa a se firmar um consenso entre tucanos nesse sentido.

“Sou contra ter cargos. Acho que podemos apoiá-lo no Congresso Nacional em cima de propostas. Lutamos pelo impeachment, não podemos deixá-lo só”, disse Taques.

“Não há necessidade de ocupar cargos”, afirmou Beto Richa.

Nesta semana, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seguiu na mesma linha, ao afirmar que “não vê razão” para o PSDB ter cargos no governo peemedebista.

Na reunião da Executiva Nacional, será apresentada à instância máxima do partido uma carta elaborada pela bancada tucana no Senado para ser levada a Michel Temer. Ela reúne um conjunto de “princípios e medidas” que o partido considera essencial para dar apoio no Congresso a um possível governo do peemedebista.

Os tucanos reuniram onze pontos para, segundo diz o texto, a “formação de um entendimento partidário que promova a conciliação nacional e a construção de um ambiente político-institucional que permita ao país superar este grave momento de sua história”.