O presidente da Fiern Amaro Sales defendeu a manutenção do Programa de Apoio do Desenvolvimento Industrial (Proadi) como um suporte crucial para o desenvolvimento das atividades de produção no Rio Grande do Norte. O industrial avaliou que a política de incentivo do Proadi faz parte de um grupo de estratégias que visa a minimizar prejuízos diante da guerra fiscal com outros estados.
“O programa, mesmo depois de tantos anos, ainda é relevante para o desenvolvimento. Hoje, em função da competitividade, não é mais um diferencial a favor das empresas potiguares industriais, mas um imprescindível apoio à manutenção das atividades de produção. Qualquer retrocesso, por menor que possa eventualmente representar, será um grave prejuízo à competitividade das empresas”, afirmou Sales em artigo publicado na imprensa potiguar.

De acordo com o presidente da Fiern, as empresas atendidas pelo Proadi são responsáveis por empregar cerca de 25 mil pessoas. Cada um desses empregos, segundo ele, gera um investimento de cerca de R$ 1 mil por parte do Estado. Para Amaro, os números demonstram que se o programa não existisse, os empregos também não seriam criados.
“O aporte é pequeno diante do benefício do emprego gerado. Outros estados oferecem condições iguais ou melhores e as empresas, em razão da competitividade, podem priorizar seus principais negócios em outros locais”, complementou.
Na última sexta-feira, 25, a governadora Fátima Bezerra (PT) afirmou que iria ampliar o apoio ao Pró-Sertão e ao Proadi, na intenção de beneficiar pequenas e microempresas. “Vamos aproveitar um programa que já existe e fazer com que ele beneficie as pequenas e microempresas. Emprego é o que o Rio Grande do Norte mais precisa”, disse Fátima.
Para Sales, é preciso lembrar que cada empregado se torna um “centro de consumo” para o Estado, propulsionando a arrecadação de tributos estaduais. “Emprego é fator decisivo para o progresso social. E, também, com o funcionamento da empresas industrial outras atividades, inerentes ou acessórias, se prestam ao pagamento de impostos”, argumentou o líder da Fiern.