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Economia

Correios têm prejuízo de R$ 3,1 bilhões no 1º trimestre de 2026

Estatal teve lucro bruto de R$ 153,4 milhões no período
Redação
01/06/2026 | 17:14

Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 3,158 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mais que o dobro do resultado negativo de R$ 1,725 bilhão apurado no mesmo período de 2025. O balanço foi divulgado pela estatal neste fim de semana.

Apesar do resultado final, a empresa apresentou lucro bruto de R$ 153,4 milhões no período, revertendo o prejuízo bruto registrado no início do ano passado. O dado indica melhora na margem operacional direta antes do impacto de despesas administrativas e financeiras.

Beneficiários do INSS podem contestar descontos indevidos nos Correios - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Correios têm prejuízo de R$ 3,1 bilhões no 1º trimestre de 2026 - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo o relatório contábil, o desempenho foi influenciado por fatores estruturais e de mercado. A estatal aponta redução nas receitas de serviços postais tradicionais e aumento da concorrência em segmentos logísticos mais rentáveis, como o e-commerce.

Outro ponto citado é o custo de manutenção da rede de atendimento em todo o país, necessária para cumprir a obrigação legal de universalização dos serviços postais, que exige presença em localidades com baixa rentabilidade.

As despesas gerais e administrativas também pressionaram o resultado. Os gastos passaram de R$ 1,22 bilhões para R$ 2,27 bilhões na comparação anual. De acordo com os Correios, o aumento foi impulsionado por reajustes salariais, pressões inflacionárias e revisão de provisões relacionadas a processos judiciais trabalhistas, cíveis e fiscais.

O resultado financeiro também contribuiu para o prejuízo, com saldo negativo de R$ 636,9 milhões. O impacto está relacionado ao custo de encargos e comissões de dívidas contraídas para garantir a liquidez da operação.

Para enfrentar o cenário, a administração informou que aposta em um Plano de Reestruturação com foco em eficiência operacional, diversificação de receitas e recuperação da previsibilidade financeira.

Implementado no fim de 2025, o plano incluiu a quitação antecipada de empréstimos com custos elevados e a substituição por uma operação de longo prazo com garantia da União, com o objetivo de reduzir a pressão sobre o caixa no curto prazo.

A empresa informou que a consolidação de resultados positivos depende do cumprimento das metas de modernização e da estabilidade do ambiente econômico.