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Delação

Vorcaro inclui filme sobre Bolsonaro em delação, dizem fontes

Ex-controlador do Banco Master teria relatado à PF e à PGR transferências de cerca de R$ 60 milhões para produção do longa "Dark Horse"
Redação
08/06/2026 | 11:01

O empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, incluiu em sua nova proposta de colaboração premiada informações sobre supostos repasses financeiros destinados à produção do filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, Vorcaro relatou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República que recebeu pedidos para viabilizar o patrocínio milionário do projeto. Na nova versão da delação, entregue aos investigadores nesta semana, ele teria detalhado cobranças e transferências que somariam aproximadamente R$ 60 milhões para a produção cinematográfica.

Advogado disse a Vorcaro que estava 'infeRio Grande do Norteizando juiz' horas antes da primeira prisão do banqueiro - Foto: Reprodução
Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, ampliou informações em sua nova proposta de delação premiada, que está sob análise da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República Foto: Reprodução

O caso ganhou repercussão após a divulgação, em maio, de um áudio pelo The Intercept Brasil em que o senador Flávio Bolsonaro aparece solicitando recursos para a execução do filme. Na ocasião, o parlamentar afirmou que não havia qualquer irregularidade na operação e sustentou que se tratava de um contrato privado.

De acordo com a reportagem, a nova proposta de colaboração também amplia informações já apresentadas anteriormente e cita novos personagens ligados aos Três Poderes, incluindo integrantes do governo federal, ministros do Supremo Tribunal Federal e nomes da oposição no Congresso Nacional.

A primeira versão da delação havia sido rejeitada pela Polícia Federal há cerca de duas semanas. Os investigadores apontaram omissões em informações consideradas relevantes nos anexos entregues por Vorcaro.

Após a rejeição, houve mudança na defesa do empresário. O advogado José Luís Oliveira Lima deixou o caso, que passou a ser conduzido por Sérgio Leonardo. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República analisam agora o novo material para verificar se os fatos apresentados justificam o avanço das negociações para um eventual acordo de colaboração premiada.