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Varejo

Varejo do RN cresce 0,2% em março

Dados do IBGE mostram avanço tímido no varejo restrito, mas liderança regional no comércio ampliado
13/05/2026 | 15:31

As vendas do comércio varejista do Rio Grande do Norte cresceram 0,2% em março na comparação com fevereiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Embora o resultado tenha permanecido no campo positivo, o Estado registrou o menor avanço entre as unidades da federação do Nordeste que apresentaram crescimento no período.

Além do Rio Grande do Norte, apenas Maranhão, Piauí e Sergipe tiveram desempenho positivo no varejo restrito da região, com altas de 3,8%, 3,5% e 2,1%, respectivamente. A Paraíba apresentou estabilidade, enquanto os demais Estados nordestinos registraram retração nas vendas.

Alecrim

No Rio Grande do Norte, a receita nominal do varejo avançou 1,3% no período, considerando a série com ajuste sazonal.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), levantamento que acompanha mensalmente o desempenho do comércio varejista nacional e serve de referência para análises econômicas de governos, empresas e instituições financeiras.

O segmento analisado no varejo restrito engloba principalmente o comércio de bens não duráveis e semiduráveis, incluindo hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo.

Na comparação com março de 2025, o comércio varejista potiguar apresentou crescimento de 9,4% no volume de vendas. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, a expansão foi de 6,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho mais expressivo veio do comércio varejista ampliado, indicador que inclui vendas de veículos, motos, peças, material de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo.

Nesse segmento, o Rio Grande do Norte registrou crescimento de 1,5% entre fevereiro e março, o maior avanço do Nordeste no período. Em relação a março do ano passado, a alta foi de 11%.

Com o resultado, o varejo ampliado acumula crescimento de 3,9% no primeiro trimestre de 2026 frente ao mesmo intervalo de 2025. Em 12 meses, a expansão acumulada do setor no estado chegou a 3,1%.

Segundo o IBGE, a Pesquisa Mensal do Comércio monitora a evolução do volume de vendas e da receita nominal do setor varejista brasileiro, abrangendo diferentes segmentos do comércio tradicional e do chamado comércio ampliado, utilizado como indicador da dinâmica de consumo e atividade econômica no País.