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Covid-19
Vacina de Oxford: Testes no Brasil serão retomados na segunda-feira
Reunidos na tarde deste sábado, especialistas da Anvisa concluíram que a relação benefício/risco "se mantém favorável". Os testes foram suspensos no último dia 6, após uma pessoa apresentar reação alérgica ao medicamento no Reino Unido
O Globo
13/09/2020 | 07:30

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu autorizar a retomada do estudo clínico da vacina da Universidade de Oxford contra a Covid-19 no Brasil, patrocinado pela empresa AstraZeneca. Reunidos na tarde deste sábado, especialistas da Anvisa concluíram que a relação benefício/risco “se mantém favorável”. Os testes foram suspensos no último dia 6, após uma pessoa apresentar reação alérgica ao medicamento no Reino Unido.

A AstraZeneca afirmou em comunicado à imprensa que o trabalho de vacinação dos voluntários no Brasil será retomado já nesta segunda-feira 13.

Os testes da vacina no mundo todo, inclusive no Brasil, estavam em pausa para a avaliação de reação adversa em uma voluntária britânica, e dependiam do aval de um comitê independente para serem retomados. Neste sábado, a Universidade de Oxford anunciou a volta dos estudos.

Até agora, cerca de 18 mil voluntários já receberam o imunizante, que se encontra na fase três das pesquisas. Segundo a Universidade de Oxford, é esperado que em testes de eficácia como esse alguns participantes apresentem efeitos colaterais, que devem ser avaliados caso a caso para que os estudos continuem. Os ensaios clínicos já passaram pelas fases um e dois, com comprovação de segurança e de produção de anticorpos contra a Covid-19.

No Brasil, o estudo envolve 5 mil voluntários e agora pode ser retomado, após liberação da Anvisa e do Comitê Nacional de Ética e Pesquisa (Conep). Até agora, 4.600 voluntários já foram recrutados e vacinados, sem qualquer registro de intercorrências graves de saúde, segundo comunicado da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena as pesquisas no país.

“A AstraZeneca e a Universidade de Oxford, como patrocinadora do estudo, não podem divulgar mais informações médicas. Todos os investigadores e participantes do estudo serão atualizados com as informações relevantes e isso será divulgado em registros clínicos globais, de acordo com o ensaio clínico e padrões regulatórios”, afirmou a empresa, em nota.

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