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Pesquisa

TSE suspende divulgação de pesquisa que apontou queda de Flávio Bolsonaro após caso Dark Horse

Decisão liminar do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, atende parcialmente pedido da pré-campanha do senador, que questiona a metodologia utilizada pelo instituto AtlasIntel
Redação
08/06/2026 | 14:27

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira 8 a suspensão da divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg que indicou redução de seis pontos percentuais nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão foi tomada em caráter liminar e atende parcialmente a um pedido apresentado pela pré-campanha do parlamentar. A equipe de Flávio argumenta que o questionário utilizado pelo instituto teria sido elaborado de forma a influenciar negativamente a percepção dos entrevistados sobre o senador após a divulgação de mensagens relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, determinou a suspensão da divulgação de pesquisa eleitoral que apontava queda de Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 18 de maio, ouvindo 5.032 pessoas por meio do método de recrutamento digital aleatório. A pesquisa foi divulgada em 19 de maio.

Segundo a representação apresentada ao TSE, determinadas perguntas e conteúdos exibidos aos entrevistados poderiam ter comprometido a neutralidade da coleta de dados. Entre os pontos questionados está a exibição, ao final do questionário, de um vídeo contendo imagens e um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Ao analisar o caso, Kassio Nunes Marques afirmou haver indícios de que elementos presentes no questionário possam ter influenciado respostas relacionadas à imagem, rejeição e intenção de voto do pré-candidato. Para o ministro, há plausibilidade jurídica na alegação de que a pesquisa possa ter extrapolado os limites de uma aferição estatística regular.

Na decisão, o magistrado destacou que a discussão não se limita a divergências metodológicas, mas envolve a possível indução dos entrevistados em razão da sequência das perguntas e da utilização de conteúdos com potencial carga negativa.

O presidente do TSE determinou ainda que a AtlasIntel apresente documentação técnica complementar sobre a metodologia empregada na pesquisa, especialmente em relação ao uso do material audiovisual questionado. O Ministério Público Eleitoral também foi intimado a se manifestar sobre o caso.

A medida será analisada pelo plenário da Corte em sessão prevista para esta terça-feira 9. Até que haja nova deliberação, o instituto está impedido de divulgar, impulsionar ou republicar o levantamento.

Procurada, a AtlasIntel informou que aguardará o julgamento colegiado antes de se pronunciar oficialmente sobre a decisão.