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Doação
Transplantes de órgãos caem 128% no Rio Grande do Norte, diz Sesap
Secretaria Estadual de Saúde Pública avalia que queda está diretamente relacionada à pandemia do novo coronavírus, que fez reduzir os procedimentos em todo o RN; Central de Transplantes do Estado esclarece que segue protocolos rigorosos para permitir doação de órgãos de maneira segura, sem oferecer riscos à saúde dos transplantado
Redação
16/07/2020 | 00:21

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) registrou queda de 128% na doação e transplantes de órgãos no Rio Grande do Norte. Entre os meses de abril e junho, foram feitas 21 cirurgias de transplante, contra 75 no mesmo período do ano passado.

A Sesap esclarece que está seguindo protocolos rigorosos, os quais permitem a doação e transplante de órgãos de maneira segura, sem que oferecer riscos ao transplantado. A Central de Transplantes do Rio Grande do Norte também aponta para o aumento de recusa de famílias para a doação de órgãos. No trimestre, de 25 famílias entrevistadas, 19 recusaram realizar a doações de órgãos de seus familiares. Esse fator impactou diretamente para redução dos transplantes e, consequentemente, no salvamento de vidas.

Ao todo, segundo a Central de Transplantes, foram realizados este ano 9 transplantes de córnea e 12 transplantes renais. No mesmo período em 2019, foram realizados 48 transplantes de córnea e 27 transplantes de rins.

Esse agravante reduziu o número de possíveis doadores. Diante desse cenário, a Sesap reforça o pedido para que as pessoas se tornem doadoras de órgãos, a fim de que vidas sejam salvas.

Segundo a Sesap, para ser doador de órgãos basta apenas expressar em vida aos seus familiares o desejo de ser um doador, não sendo necessário nenhum documento oficial. As famílias de possíveis doadores são assistidas por equipes especializadas que orientarão como proceder para permitir a doação de órgãos.

“Quando acontece algum trauma, algum motivo que leve à morte encefálica, a equipe especializada do hospital vai procurar e abordar a família sobre a possibilidade da doação de órgãos. Isso acontece quando o paciente já tem o diagnóstico médico de morte encefálica. Depois disso, a equipe entrevista a família sobre o desejo e a permissão de doar os órgãos do familiar. A família assina o documento dando a permissão para que a doação aconteça.”, disse a nefrologista e coordenadora da Central Estadual de Transplante, Rogéria Noga de Medeiros Nunes.

Rogéria Noga, coordenadora da Central Estadual de Transplantes, esclarece como é realizado o procedimento para a realização da doação de órgãos.

“Clinicamente, o médico fez o diagnóstico de morte encefálica. Após 6 horas, um neurologista avalia o paciente para confirmar o diagnóstico de morte encefálica. Depois desse procedimento, é realizado um exame confirmatório, podendo ser um eletroencefalograma ou doppler transcraniano, que vai confirmar que não há atividade cerebral. Após isso, é fechado o protocolo de morte encefálica. Ou seja, o paciente faleceu. Nesse momento, é realizado a entrevista com a família para comunicar o diagnóstico e saber se é possível fazer a doação. O familiar responsável assina um documento concordando com a doação”, disse.

Logo após essas etapas, uma equipe captadora, composta por cirurgiões, irão avaliar o paciente e proceder com a captação dos órgãos. Esses órgãos são encaminhados para o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), onde é inserido numa lista e no ranking para saber quem receberá os órgãos doados.

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