O prefeito de Parnamirim, Rosano Taveira, perdeu o bonde a respeito da condução da sucessão em seu grupo político. Até o presente momento, apesar das especulações, não tem um candidato para chamar de seu. Ora, já entrando em março do ano eleitoral e com vários pretendentes, bastará apontar para alguém para perder apoiadores.
JOGADO AO MAR

Com caminhão de provas colhidas pela última operação da Polícia Federal em torno do golpismo do governo de Jair Bolsonaro, só restou a ala “crazy” com o ex-presidente. E só eles twittaram. O presidente da Câmara, Arthur Lira, desapareceu. O do Senado, Rodrigo Pacheco, já dado ao bolsonarismo e à antivacinação, condenou a organização que buscava uma ditadura. Governadores bolsonaristas, felizes pela limpeza do terreno, sumiram. O dito mercado já é todo amor com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Os militares seguem em silêncio. A prisão cada vez mais provável de Bolsonaro já foi precificada. O mercado nem soluça. O campo da direita precisa se rearrumar sem ele. O que se distanciou nas elites foi o editorial da Folha de S. Paulo, pedindo cautela e a saída do ministro Alexandre de Moraes do inquérito. A revista Veja, hoje de propriedade do BTG Pactual, prega acomodação em busca de perdão para os criminosos. E só. Quem tem poder de mando já jogou Jair Bolsonaro ao mar.
QUEM GANHA
Caso o PL se enfraqueça para 2024, o que é pouco provável a partir das evidências postas até agora, será o Centrão o maior beneficiário na luta por mais prefeituras. Os partidos que ganharam tal denominação são os verdadeiros especialistas em disputas municipais. A esquerda costuma ir bem na competição nacional, mas seu desempenho não é o mesmo quando o assunto é a arena local.
ÚLTIMA CARTADA
O ex-presidente Jair Bolsonaro fez, a partir de gravação própria, um chamamento para ato na Avenida Paulista no dia 25 de fevereiro. Trata-se de uma defesa de si próprio. A ação representa uma tentativa de demonstração de força em face da polícia em seu calcanhar e do abandono que sofre da classe econômica e política.
FUGA
A fuga de dois prisioneiros da penitenciária de segurança máxima de Mossoró tem fortes ingredientes de colaboração interna. Se todos os protocolos forem minimamente respeitados, é absolutamente impossível evadir das dependências da instituição. O Ministério da Justiça trocou a diretoria do presídio e há uma verdadeira operação de guerra pela captura dos fugitivos. O tema é dinamite pura para o governo, já que a oposição explora a questão da segurança pública com bastante fervor.