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Decisão

Suzane von Richthofen assume inventário da herança do tio avaliada em R$ 5 milhões

Decisão da Vara de Família aponta que ela foi a única herdeira a cumprir exigências legais no processo
06/02/2026 | 14:40

Condenada por mandar matar os próprios pais, Suzane von Richthofen voltou a ser alvo de disputa judicial envolvendo a família. Desta vez, a Justiça de São Paulo a nomeou inventariante do espólio do tio, Miguel Abdalla Netto, cuja herança é estimada em cerca de R$ 5 milhões. A informação foi divulgada pelo jornalista Ulisses Campbell, em coluna publicada no jornal O Globo.

A decisão foi proferida pela 1ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional II de Santo Amaro, em despacho assinado pela juíza Vanessa Vaitekunas Zapater. Conforme o entendimento do juízo, Suzane foi a única herdeira que se habilitou formalmente no processo, cumprindo todas as exigências legais para participar do inventário.

Conheça a nova família de suzane von richthofen, que matou os pais
Suzane está autorizada apenas a realizar atos de conservação e manutenção do patrimônio. Foto: Reprodução

Ainda segundo a coluna, Silvia — prima e ex-companheira de Miguel — também tentou assumir a função de inventariante, mas teve o pedido negado. A magistrada considerou que ela não possui preferência sucessória. Pela legislação brasileira, sobrinhos são parentes colaterais de terceiro grau e têm prioridade sobre primos, classificados como quarto grau.

Apesar da nomeação, a atuação de Suzane foi limitada pela Justiça. Ela está autorizada apenas a realizar atos de conservação e manutenção do patrimônio, como pagamento de despesas básicas e preservação dos bens. Estão proibidas a venda, transferência ou uso pessoal de qualquer item sem autorização judicial.

O inventário permanece suspenso até a conclusão da ação que discute o possível reconhecimento de união estável entre Silvia e Miguel. Caso a relação seja confirmada, o cenário sucessório pode ser alterado, uma vez que a companheira passaria a ter direitos equivalentes aos de um cônjuge.

A disputa também chegou à esfera policial. Silvia registrou boletim de ocorrência alegando que Suzane teria retirado da residência de Miguel, sem autorização, uma máquina de lavar, um sofá, uma cadeira e uma bolsa contendo documentos e dinheiro.

Em nota ao O Globo, as advogadas de Silvia afirmaram que foram surpreendidas pela decisão antes do fim do prazo, que se estendia até 10 de fevereiro, para apresentação de documentos que comprovariam a união estável. A defesa informou que vai recorrer e ressaltou que a nomeação não legitima retiradas de bens sem autorização judicial.

Miguel Abdalla Netto morreu em 9 de janeiro de 2026, na casa onde vivia, no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo. Embora tenha recorrido à Justiça em vida para afastar Suzane da herança deixada pelos pais dela, Miguel não deixou testamento. Com isso, a partilha segue as regras legais, levando o caso novamente ao Judiciário.