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Crime

Suspeito de liderar mortes em UTI alegou “alívio do sofrimento” e nervosismo em depoimentos

Investigação aponta que Marcos Vinícius Silva Barbosa mudou relatos ao ser confrontado com imagens e provas reunidas pela Polícia Civil do DF
Redação
20/01/2026 | 15:08

O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa, de 24 anos, suspeito de envolvimento na morte de três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), apresentou diferentes versões sobre os crimes durante depoimentos à Polícia Civil do Distrito Federal. As informações foram apuradas pelo jornal Metrópoles.

Preso durante a Operação Anúbis, Marcos Vinícius afirmou inicialmente que não havia cometido qualquer irregularidade e que apenas administrou medicamentos prescritos por médicos. No entanto, a versão foi contestada pelos investigadores após a análise de imagens de câmeras de segurança que registraram toda a ação dentro da unidade hospitalar.

UTI
Marcos Vinícius Silva Barbosa, técnico de enfermagem de 24 anos, é investigado pela morte de três pacientes em UTI de hospital particular no DF Foto: Arquivo Pessoal

Diante das evidências, o técnico acabou confessando os crimes. Em um segundo depoimento, alegou que teria provocado as mortes para “aliviar o sofrimento” das vítimas. Em outra versão, afirmou que o ambiente da UTI estava “tumultuado” e que agiu por nervosismo.

As imagens mostram o suspeito acessando o sistema do hospital, prescrevendo medicamentos, retirando substâncias da farmácia e preparando as injeções aplicadas nos pacientes. Ao ser confrontado, ele teria reconhecido a conduta.

Segundo a investigação, Marcos Vinícius contou, em alguns casos, com o apoio de duas técnicas de enfermagem, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22, que também são investigadas. As vítimas foram identificadas como João Clemente Pereira, 63, Marcos Moreira, 33, e Miranilde Pereira da Silva, 75.

No caso da professora aposentada, a polícia aponta que o técnico injetou mais de dez seringas de desinfetante diretamente na veia da paciente. As substâncias provocavam parada cardíaca quase imediata. Para simular tentativa de socorro, ele realizava manobras de reanimação após as aplicações.

O caso passou a ser apurado após o próprio Hospital Anchieta identificar situações atípicas nos óbitos e comunicar as autoridades. Em nota, a instituição afirmou que instaurou investigação interna, demitiu os envolvidos e solicitou a abertura do inquérito policial, além das prisões cautelares.

*Com informações do jornal Metrópoles.